Guiné-Bissau: DSP cobra posicionamento da comunidade internacional | Guiné-Bissau | DW | 11.01.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: DSP cobra posicionamento da comunidade internacional

Candidato derrotado nas presidenciais instou este sábado (11.01) a comunidade internacional a pronunciar-se "com urgência" em relação às provas de alegada fraude eleitoral que apresentou à justiça do país.

Domingos Simões Pereira (PAIGC) (DW/B. Darame)

Domingos Simões Pereira

Em carta dirigida aos embaixadores e chefes de missões diplomáticas acreditadas em Bissau, Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), pede um pronunciamento "sobre a necessidade de uma clarificação das fraudes denunciadas" nos órgãos responsáveis.

Entre as entidades, a carta de Domingos Simões Pereira foi dirigida a Mauro Vieira, presidente da Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, aos embaixadores de Portugal, António Alves de Carvalho, de Angola, Daniel Rosa, dos Estados Unidos, Tulinabo Mushingi, e de França, Jean-Louis Zoel.

Domingos Simões Pereira lembra aquelas entidades que sempre consideraram a credibilidade das eleições e os resultados das mesmas como elemento determinante para a sustentabilidade da paz na Guiné-Bissau.

Assistir ao vídeo 03:08

Domingos Simões Pereira poderá contestar resultados provisórios das presidenciais

Recurso impugnatório

Por discordar dos resultados da segunda volta das presidenciais, Domingos Simões Pereira fez um recurso impugnatório junto do Supremo Tribunal de Justiça, que na Guiné-Bissau também tem as competências de tribunal eleitoral, apresentando um conjunto de elementos para provar alegadas fraudes no processo.

O Supremo Tribunal ainda está a apreciar o dossiê.

Na carta aos diplomatas, Domingos Simões Pereira junta os elementos que comprovam as alegadas fraudes que apresentou ao tribunal.

Resultados eleitorais

Segundo os resultados provisórios, o general Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), conseguiu 46,45%.

O advogado Carlos Pinto Pereira, que representa Domingos Simões Pereira, afirmou na quinta-feira (09.01) que cerca de 110 mil votos foram manipulados e que só uma recontagem poderá determinar quem realmente venceu as eleições presidenciaisno dia 29 de dezembro.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados