Guiné-Bissau: Desporto sem apoio das autoridades políticas | Guiné-Bissau | DW | 16.10.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Desporto sem apoio das autoridades políticas

Federações e clubes queixam-se da falta de apoio das autoridades. Mas o Governo guineense promete um programa "ambicioso" para elevar o nível do desporto. O novo presidente da Federação de Futebol já tomou posse. 

Caíto Teixeira é o novo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau

Caíto Teixeira é o novo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau

Com a nova época desportiva à porta, o desporto guineense continua a viver momentos complicados. A situação é considerada por unanimidade pelos observadores como precária.

O atual cenário requer um "investimento forte" das autoridades, que veem várias modalidades desportivas quase disfuncionais, impotentes economicamente e sem participações internacionais.

Uma das modalidades que mais evoluiu nos últimos tempos na Guiné-Bissau foi o voleibol, que viu aumentar o nível de interesse na capital do país. O presidente da Federação desta modalidade, Delfim Cabral, já anunciou um plano: "Queremos a expansão da modalidade a nível nacional, não só em Bissau, para que, realmente, todos os estudantes e a população da Guiné-Bissau tenham oportunidade de conhecer e saber o que é voleibol."

Futebol sem condições

O futebol, que mais gente arrasta na Guiné-Bissau, tem os seus problemas. Os clubes estão sem mínimas condições e campos próprios para a prática. Os jogadores não são pagos e o futebol é cada vez mais amador no país, numa altura em que vários clubes, sem patrocínios, lutam pela "sobrevivênci"”.

Assistir ao vídeo 06:04

Catió Baldé quer educação de base para jogadores guineenses na Europa

Fernando Mango, presidente do Flamingo de Pefine, clube que milita na primeira divisão do campeonato nacional, aponta o dedo ao Estado guineense. "O clube consegue sobreviver graças à dedicação dos seus dirigentes e alguns colaboradores. Não há colaboração do Estado da Guiné-Bissau, que tem a autoridade moral e financeira de apoiar os clubes para o desenvolvimento do futebol. Se não é assim, não faz sentido existir o desporto no país", critica.

Está prevista para a próxima semana, a abertura da época desportiva 2020/2021, para a qual o Governo tenciona minimizar as dificuldades dos clubes.

O diretor-geral dos Desportos, Alberto Dias, reconheceu já as dificuldades e carências no desporto guineense e anunciou a subvenção de quatro modalidades desportivas.

"Temos para (a nova) época a subvenção aos clubes da primeira e segunda divisão, com fundos para poderem colmatar as pequenas dificuldades que têm em relação ao desporto de formação. Diferentes modalidades, incluindo o futebol, vão beneficiar. As outras modalidades que vão beneficiar da subvenção são andebol, voleibol e atletismo", revelou.

Caíto Teixeira já é presidente da FFGB

Enquanto isso, o novo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto Teixeira), traçou esta quinta-feira (15.10), na sua tomada de posse, as linhas da atuação da nova direção, nos próximos quatro anos.

"A Federação vai ter que dar atenção particular ao processo de relançamento e fomento do futebol nas camadas jovens. E vai trabalhar na melhoria e alargamento do quadro competitivo das provas oficiais", disse.

Caíto Teixeira prometeu também "incentivar e desenvolver ainda mais a prática do futebol feminino, de salão, de praia e, sobretudo, o futebol para veteranos", além de "dedicar uma atenção particular à questão das infraestruturas do futebol."

Com as "precariedades" no desporto nacional reconhecidas, o secretário de Estado da tutela, Florentino Fernando Dias, deixou uma promessa: "Vamos de mãos dadas, com todas as federações, criar bases fortes, para elevar o nível do desporto para o patamar que orgulhará a todos os guineenses."

O secretário de Estado do Desporto pretende também apostar mais na capacitação de talentos e na sua captação, na formação, organização e proteção dos atletas e desportistas em geral. "Vamos sem dúvida, assumir, juntos, um programa ambicioso, mas não impossível, porque estamos disponíveis e determinados a trazer resultados concretos no campo desportivo nacional", sublinhou.

Leia mais