​​​​​​Guerrilheiros da RENAMO em Inhambane recusam desmilitarização e questionam liderança de Momade | NOTÍCIAS | DW | 11.09.2019
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Província a província

​​​​​​Guerrilheiros da RENAMO em Inhambane recusam desmilitarização e questionam liderança de Momade

Guerrilheiros alegam que o partido enfrenta sérios problemas sob comando de Ossufo Momade, como o desrespeito às cláusulas do dossier deixado por Afonso Dhakama. A direção da RENAMO recusou falar sobre o assunto.

Ossufo Momade, líder da RENAMO (Arquivo)

Ossufo Momade, líder da RENAMO (Arquivo)

Os guerrilheiros da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) na província de Inhambane, sul de Moçambique, estão acantonados na base de Matokose, na localidade de Tsenane, no distrito de Fulhaouro, e afirmam que estão na posse de muito armamento.

O Coronel João Machava, que afirma estar a liderar um grupo de 300 homens armados, disse à imprensa que o atual presidente da RENAMO, Ossufo Momade, violou o dossier acordado pelo falecido líder do partido, Afonso Dhakama, com as autoridades moçambicanas. E, por isso, não vão entregar as armas ao Governo moçambicano.

Mosambik RENAMO-Militärjunta in Gorongosa | João Machava, Sprecher

Coronel João Machava (Arquivo)

"Não estamos a gostar do trabalho desenvolvido pelo presidente Ossufo Momade. Queremos que ele se retire e demita-se da liderança do partido. Com a sua entrada na liderança, ele destruiu o partido e, pelo facto, exigimos um novo presidente que deve respeitar as clausulas do dossier que o presidente Dhakama deixou”.

Os guerrilheiros afirmam que a luta que levam atualmente é justa e não tem nada a ver com o passado - quando Momade se encontrava em Maputo com a família, enquanto eles estavam a sofrer, lutando pela paz.

Para o Coronel João Machava, Ossufo Momade quer levar a desgraça às pessoas que sofreram no mato com o presidente Dhakama.  "É isso que não aceitamos. Se ele não se demitir da liderança do partido, ele deverá assumir as consequências”, concluiu.

Prazo expirado

Ouvir o áudio 03:02

Guerrilheiros da RENAMO em Inhambane recusam desmilitarização e questionam liderança de Momade

Entretanto, o prazo acordado entre o Governo moçambicano e a RENAMO para desmilitarizar os homens da guerrilhado maior partido da oposição no país expirou no passado, dia 21 de agosto. Até o momento, nada foi feito.
Questionado se a autoproclamada "junta militar" da RENAMO irá criar uma força independente no seio da própria RENAMO, o coronel João Machava, refutou a ideia, embora tenha garantido que seus homens irão entregar as armas ao Governo moçambicano se Momade sair da presidência do partido.

"Nós não vamos formar uma força independente, porque estamos comprometidos com a paz. Com homens armados no mato, este país ainda não tem a tão desejada paz. E os homens que estão no mato não querem Ossufo. Basta Ossufo sair da liderança [e] será eleito um novo presidente. Nesta altura, iremos entregar as armas ao Governo".

Em contacto com a DW África, o porta-voz da RENAMO, José Manteigas, recusou falar sobre o assunto, alegando que só o próprio Governo pode comentar sobre os verdadeiros motivos do atraso na desmilitarização dos homens da RENAMO.

 

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