Greve na Guiné-Bissau: Novo ministro da Saúde disponível para dialogar | Guiné-Bissau | DW | 03.05.2021

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Guiné-Bissau

Greve na Guiné-Bissau: Novo ministro da Saúde disponível para dialogar

"A greve é um direito e estou disposto a sentar-me com os sindicatos para dialogar", disse hoje o novo ministro da Saúde da Guiné-Bissau. Dionísio Cumba pediu que lhe sejam apresentadas propostas para levar ao Governo.

O novo ministro da Saúde da Guiné-Bissau, Dionísio Cumba, disse hoje estar aberto para dialogar com os sindicatos para ultrapassar a greve no setor. Em declarações após a tomada de posse, o substituto de António Deudna, que foi exonerado no âmbito de uma remodelação governamental anunciada em 25 de abril, afirmou que a greve no setor vai merecer a sua atenção e pediu para que lhe sejam apresentadas propostas para levar ao Governo.

"A greve é um direito e eu estou disposto a sentar-me com os sindicatos para dialogar", referiu Dionísio Cumba. O médico guineense formado em Itália, e que regressou à Guiné-Bissau há cerca de 10 anos, declarou que vai assumir o cargo com a "ideia clara de que vai ser um desafio muito difícil".

"Eu, sozinho, não vou ser capaz de fazer tudo e vou contar com os meus colegas médicos e os profissionais de saúde que trabalham diariamente e também neste contexto da pandemia", salientou.

O ministro da Saúde guineense disse também que quer fazer um levantamento dos problemas de saúde que existem fora da capital guineense para tentar "minimizar o sofrimento" da população. Dionísio Cumba não tomou posse em 26 de abril por se encontrar ausente do país.

Julio Mendonca UNTG Generalsekretr in Guinea Bissau

Júlio Mendonça, secretário-geral da UNTG

Onda de greves

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) iniciou hoje mais uma greve por um período de 30 dias. O secretário-geral da principal central sindical guineense, Júlio Mendonça, acusa o Governo de "falta de seriedade" perante uma contraproposta apresentada pela central sindical após negociações com vista ao levantamento da greve na Função Pública.

A onda de greves na administração pública guineense, que já vai na sua quinta vaga desde dezembro passado, visa a melhoria de condições de trabalho, exonerações de funcionários contratados sem concurso público e o aumento do salário mínimo dos atuais 50.000 francos CFA (cerca de 76 euros) para o dobro.

Para o analista de assuntos sociais, Armando Lona, os sindicatos têm o direito de fazer greve perante a postura do Governo, que acusa de não estar a levar em conta a situação do país provocada pela pandemia do novo coronavírus. "A UNTG tem razão, mais que suficiente, para fazer a greve, porque o país foi submetido a uma austeridade gritante em plena pandemia da covid, este Governo decidiu alargar a base tributária do país com a entrada em vigor de cinco novos impostos", defendeu o também jornalista Armando Lona.

Para o também editor do jornal O Democrata, "é incrível" a atuação do Governo guineense: "Enquanto nos outros cantos do mundo os governos estão a aliviar a tributação, estão a cortar os subsídios (de dirigentes), na Guiné-Bissau é exatamente o contrário", afirmou Armando Lona.

Assistir ao vídeo 02:22

Guiné-Bissau inicia vacinação contra a Covid-19 em plena greve da Saúde

 

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