Fome afeta mais de 44 mil famílias em Inhambane | Moçambique | DW | 23.04.2019
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Moçambique

Fome afeta mais de 44 mil famílias em Inhambane

A insegurança alimentar atinge mais de 44 mil famílias na província de Inhambane, no sul de Moçambique. Autoridades já falam em situação de emergência. Camponeses apostam na agricultura sustentável para mitigar a fome.

A insegurança alimentar em Inhambane está relacionada com diferentes motivos, desde enxurradas provocadas por cheias e até falta de chuvas em algumas localidades - fenómenos que prejudicam a agricultura.

Segundo o porta-voz do governo provincial de Inhambane, Castro Namuaca, trata-se de uma situação de emergência e as famílias atingidas por este problema já estão a ser assistidas. "Há cerca de 44.878 agregados familiares que estão em risco de segurança alimentar. Uma das medidas é a assistência que está a ser feita ao nível de emergência", explica.

Na província de Inhambane, os distritos mais afetados são Mabote, Fulhalouro, Panda, Homoine, Maxixe e Massinga.

Aposta na agricultura sustentável

Milhares de famílias perderam as suas culturas por diversos motivos, disse à DW África o presidente da União dos Camponeses em Inhambane, Saide Amélia. Por este motivo, estão a apostar na utilização da agroecologia, uma forma de agricultura mais sustentável, para mitigar a insegurança alimentar na região.

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Fome afeta mais de 44 mil famílias em Inhambane

"Tivemos uma baixa nas culturas de milho. Nós defendemos mais agroecologia e temos o projeto de produzir hortícolas dentro das estufas", conta Saide Amélia, adiantando que também serão usadas "sementes nativas resistentes a pragas e doenças, que podem responder à quebra e melhorar a situação".

O executivo de Inhambane ainda não começou a distribuir sementes aos agricultores para ajudar ultrapassar a situação. Segundo Castro Namuaca, porta-voz do governo provincial, já foi tomada uma decisão, mas será apenas de monitoria, envolvendo os membros e administradores distritais.

"Cada administrador do distrito e os membros do Governo que são indicados como padrinhos devem monitorizar periodicamente esta situação", esclareceu.

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