Família de ativista Marcos Mavungo passa por dificuldades | Angola | DW | 18.06.2015
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Angola

Família de ativista Marcos Mavungo passa por dificuldades

A esposa do ativista disse à DW África que vive da caridade de familiares e pessoas de boa-fé. Um grupo que exige a libertação imediata de Mavungo alerta que o ativista e a sua família precisam de ajuda urgente.

Igreja em Cabinda (foto de arquivo)

Igreja em Cabinda (foto de arquivo)

Delfina Mavungo, esposa do ativista Marcos Mavungo, diz que vive, neste momento, da caridade de alguns familiares e de pessoas de boa-fé. O marido não recebe salários desde que foi detido, há mais de três meses.

"Estou a viver assim… [com a ajuda] de gente de boa-fé, que tem algo para nos dar, a mim e às crianças. Temos quatro meninas e três rapazes", contou Delfina Mavungo em entrevista à DW África. "Não sei como vão terminar as coisas, porque vou precisar de pagar as propinas das crianças. Não sei como resolver essa situação."

Preocupados com a situação de Mavungo e da família, vários ativistas resolveram criar uma conta solidária.

"Acreditamos que todas as pessoas de boa-fé que se dignarem a contribuir para esta conta, em nome da SOS Habitat, poderão salvar a situação das crianças na escola e assegurar a sua subsistência alimentar, além de outros meios que poderão ser necessários, nomeadamente medicamentos para fazer face à situação de saúde do Dr. Marcos Mavungo", diz o ativista Rafael Morais, responsável da organização.

Ouvir o áudio 03:09

Família de ativista Marcos Mavungo passa por dificuldades

Saúde de Mavungo

Segundo Morais, o estado de saúde de Mavungo, detido pelo envolvimento no protesto contra a alegada má governação e violação dos direitos humanos no enclave angolano de Cabinda, "agrava-se a cada dia que passa".

"Ele está com um problema de coração e no pulmão. Já foi internado três vezes no Hospital Central de Cabinda, a mando da Direção Prisional e, mesmo assim, a situação continua. A tortura psicológica também está a contribuir para a tensão alta do Dr. Marcos Mavungo. A situação de saúde é precária nesse momento."

Um grupo, de que Morais faz parte e que promoveu um abaixo-assinado exigindo a libertação do ativista angolano, continua à espera de uma resposta concreta das autoridades angolanas.

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