Etiópia: Eleições em ambiente pacífico apesar de conflitos internos | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 22.06.2021

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Internacional

Etiópia: Eleições em ambiente pacífico apesar de conflitos internos

Os etíopes foram segunda-feira às urnas para as sextas eleições gerais do país, vistas como o primeiro grande teste ao primeiro-ministro Abiy Ahmed, que procura manter-se no cargo. Processo decorreu de forma pacífica.

Adiadas por duas vezes, devido à pandemia provocada pela Covid-19, as eleições regionais e legislativas decorreram, no geral, de forma pacífica, numa altura em que o país está a braços com vários desafios, dos quais se destacam os conflitos na região do Tigray e Oromia.

Em declarações na segunda-feira (21.06), após votar na sua cidade natal, Abiy Ahmed afirmou que as eleições estavam a decorrer "de uma forma pacífica e democrática" e frisou que a solução para os problemas correntes no país está no diálogo.

Parlamentswahl in Äthiopien 2021

Primeiro-ministro Abiy Ahmed

"Os etíopes irão prosperar. Os problemas que temos vindo a encontrar aqui e ali serão resolvidos através do diálogo público. A Etiópia pertence-nos a todos. Não precisamos de perder o nosso tempo a lutar por ela", declarou.

Mais de 100 círculos eleitorais não puderam participar nesta votação por razões logísticas e de segurança. Uma realidade que, na opinião do eleitor Gosa Eshaye, poderá trazer problemas no futuro. "Se todas as mesas de voto do país pudessem votar ao mesmo tempo, seria melhor porque conheceríamos os resultados ao mesmo tempo. Agora os resultados serão adiados, e receio que isso crie problemas", disse.

Resultados só a 1 de julho

Os resultados das eleições são esperados a 1 de julho. No entanto, nos círculos eleitorais onde não foi possível organizar a votação, como por exemplo as regiões de Harari e Somali, o escrutínio foi adiado para 6 de setembro.

Em Tigray, onde a guerra fez milhares de mortos e deslocados, a população não votou e ainda não há data para as eleições. E em Oromia, casa do maior grupo étnico do país, os Oromo, os dois principais partidos da oposição boicotaram o escrutínio por causa da prisão dos seus candidatos. 

Äthiopien | Parlamentswahl | Wählerin

União Africana considera que votação correu razoavelmente bem

Ainda assim, o líder do partido da oposição Ezema, Berhanu Nega, que falou aos jornalistas na capital Addis Abeba, após votar, manifestou a esperança de que a votação "fosse concluída de forma credível".

"A minha expectativa é de que, com ligeiras dificuldades, a votação seja concluída de forma credível. É o que esperamos, é o que estamos a observar de muito perto. Até agora, a afluência às urnas parece ser boa, as pessoas saíram em grande número para votar, é um bom sinal, mas ainda é cedo", declarou.

Eleições importantes para o futuro do país

Apesar de todas as dificuldades, o analista político Chalachew Tarekegn vê as eleições na Etiópia como um sinal importante para o futuro do país: "A Etiópia é confrontada com uma multiplicidade de problemas: Conflitos internos entre diferentes grupos étnicos, instabilidade política e uma série de crises humanitárias. Um governo eleito capaz de agir permitiria à Etiópia enfrentar os desafios internos e externos, e defender os interesses nacionais".

Pelo menos 46 partidos apresentaram candidatos alternativos ao Partido da Prosperidade (PP), no entanto, este que é o partido de Abiy Ahmed continua a ser o grande favorito face a uma oposição fragmentada.

Em declarações no final desta segunda-feira, os observadores da União Africana (UA) fizeram saber que o dia de votação correu razoavelmente bem, apesar de erros técnicos e irregularidades em algumas mesas de voto.

Assistir ao vídeo 03:25

As eleições parlamentares na Etiópia