Ellen Johnson Sirleaf reeleita presidente da Libéria | NOTÍCIAS | DW | 11.11.2011

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NOTÍCIAS

Ellen Johnson Sirleaf reeleita presidente da Libéria

A presidente cessante da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, que disputou sozinha a segunda volta das presidenciais, prometeu reconciliar o país com o envolvimento da oposição.

Ellen Johnson Sirleaf, reeleita Presidente da Libéria

Ellen Johnson Sirleaf, reeleita Presidente da Libéria

A Chefe de Estado liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, ganhou a segunda volta das eleições presidenciais com grande maioria. No entanto, a participação no escrutínio foi muito baixa. O seu opositor, Winston Tubman, apelara para um boicote das eleições. Johnson- Sirleaf, a Prémio Nobel da Paz 2011, pretende concentrar-se agora na reconciliação do país e incluir os seus oponentes no Governo.

Fraca participação na votação manchou o processo

Aos 73 anos, Sirleaf é carinhosamente apelidada por muitos liberianos de "Mãe Ellen". Mas o boicote eleitoral da oposição e a baixa participação popular no escrutínio mancharam esta vitória. Moses Marlee, de 31 anos, apoia Sirleaf, mas diz "Estou decepcionado... esta eleição caiu-lhe no regaço".

Isto porque o principal opositor da Presidente, Winston Tubman, apelou para o boicote da segunda volta das presidenciais. Tubman e o seu vice, a estrela do futebol, George Weah, mantêm que a primeira volta foi fraudulenta. Esta afirmação é rejeitada por todos os observadores internacionais.

Na véspera da segunda volta, registaram-se atos de violência durante a campanha eleitoral. Como consequência, muitos liberianos ficaram assustados demais para ir votar. Menos de 40% dos eleitores foram às urnas.

A Presidente Sirleaf decidida a unir os liberianos

Wahlen in Liberia

Menos de 40% dos eleitores liberianos foram às urnas

Mas para a Presidente, o caso é claro: "O processo decorreu de forma absolutamente legítima. Com estes resultados obtemos um mandato, e as ações que planeamos para unir o povo liberiano vão reforçar este mandato".

Para os analistas liberianos, a fraca participação e o boicote deram uma aura negativa às eleições, mas não têm um impacto prático na capacidade de governar de Sirleaf.

A Prémio Nobel que cursou economia na universidade norte-americana de Harvard, continua, além disso, a gozar de amplo apoio da comunidade internacional. Mesmo assim, não vai ser fácil reconciliar o país.

Durante o seu último mandato, Sirleaf deu cargos no seu governo a alguns chefes de milícias. E desta vez deu a entender que poderá oferecer uma posição ao seu rival político Winston Tubman. "Estenderei a mão a todos os candidatos presidenciais. Mas não sei que posições lhes vou propor, porque ainda não tive tempo para reorganizar o governo".

O candidato Tubman não reconhece a derrota

Por seu lado, Tubman insiste que não reconhecerá o Governo. O líder da oposição delibera mesmo recorrer aos tribunais. Mas o que os liberianos temem na verdade é a violência.

Se é verdade que alguns jovens fanáticos poderiam ser levados à violência, a grande maioria deste país que acaba de sair de uma sangrenta guerra civil quer a paz.

Muitos liberianos colocam a paz à frente da política, como afirma o jovem Winston "apesar das nossas diferenças políticas, somos todos liberianos. Aceitamos os resultados. A Libéria é tudo o que temos".

Os analistas consideram os jovens rapazes sem emprego nem formação o maior risco para a paz frágil no país. A Presidente está ciente desta ameaça e prometeu criar 20 mil empregos novos por ano e investir na formação profissional dos jovens.

Friedensnobelpreis 2011

A pacifista Leymah Gbowee, co-laureada do prémio Nobel da paz 2011, vai dirigir um programa de reconciliação na Libéria

Autor: Bonnie Allen (Monróvia) / Cristina Krippahl

Edição: António Rocha

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