Eleições na Gâmbia: Barrow segue em frente, mas a oposição rejeita os resultados | NOTÍCIAS | DW | 05.12.2021

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NOTÍCIAS

Eleições na Gâmbia: Barrow segue em frente, mas a oposição rejeita os resultados

O presidente em exercício da Gâmbia, Adama Barrow, segue em frente na contagem preliminar dos resultados das últimas eleições realizadas neste sábado (04.12). Mas três candidatos da oposição rejeitam os resultados.

Adama Barrow, de 56 anos, que depôs o ditador Yahya Jammeh há cinco anos, está bem à frente do seu principal concorrente, Ousainou Darboe, de acordo com os resultados publicados na tarde deste domingo (05.12), pela comissão eleitoral da Gâmbia.

De um total de 53 distritos, a candidato do Partido Popular Nacional (NPP), vence em quase 40 distritos.

Falando à jornalistas na capital do país, Banjul, Alieu Njai, presidente da Comissão Eleitoral da Gâmbia [sigla inglesa IEC] informou que os resultados finais deverão ser anunciados ainda este domingo (05.12), conforme o calendário eleitoral.

As eleições da Gâmbia estão a ser seguidas de perto por muitas instituições internacionais por as considerar um teste à transição democrática no país, que durante 22 anos, viveu sob ditadura de Yahya Jammeh, após ter tomado o poder através de um golpe de estado em 1994.

Jammeh se encontra exilado na Guiné Equatorial, para onde partiu há cinco anos sob pressão de uma intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para forçá-lo a abandonar o poder depois de ter perdido o escrutínio de 2016 para Adama Barrow.

Rejeições dos resultados preliminares 

Gambia - Ousainou Darboe

Ousainou Darboe principal opositor de Barrow

Horas depois do presidente da IEC ter anunciado os resultados preliminares das eleições presidenciais deste sábado (04.12), três dos cinco concorrentes às presidenciais, já vieram ao público dizer que não reconhecem os resultados ora anunciados.

"Neste momento, rejeitamos os resultados anunciados até agora pela comissão eleitoral", disse o principal opositor, Ousainou Darboe, numa declaração conjuntam com outros dois concorrentes, citada pela AFP.

Os três candidatos questionam a demora na contagem dos votos de todo o país.

Entretanto, Ernest Bai Koroma, chefe de uma missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), "apelou a todos os candidatos para aceitarem o resultado das eleições de boa fé".

"Não haverá vencedor ou vencido, mas apenas um vencedor, o povo da Gâmbia", disse Bai Koroma.

Expectativas para o futuro governo

A Gâmbia é um dos países mais pobres do mundo e com uma população estimada em cerca de dois milhões.

Cerca de metade da população vive com menos de 1,90 dólares por dia, segundo dados do Banco Mundial. A economia do país dependente do turismo que sofreu um duro golpe com a pandemia da Covid-19.

O atual estadista do país, Adama Barrow ciente das dificuldades que a economia da Gâmbia vive, está a apontar os seus projetos para a área de infra-estruturas, segurança, mas também na salvaguarda dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Mas muitos cidadãos gambianos esperam que o próximo governo também esclareça os alegados abusos contra os direitos humanos cometidos pelo regime de Jammeh.

Assistir ao vídeo 01:02

Novas notas da Gâmbia sem retrato de Jammeh

      

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