Eleições em Moçambique: Alargado prazo para o encerramento de algumas urnas | Moçambique | DW | 15.10.2019
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Moçambique

Eleições em Moçambique: Alargado prazo para o encerramento de algumas urnas

Nem todas as mesas de votação encerraram à hora prevista por lei. Algumas delas permaneceram abertas até ao último votante na fila. Órgãos eleitorais ordenaram prolongamento.

Wahlen in Mosambik Maputo (Reuters/G. Neuenburg)

Votação em Maputo

As urnas encerraram oficialmente às 18 horas de Moçambique, mas o STAE, Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, ordenou o prolongamento do processo até que votasse o último eleitor nas várias filas de votação. Concluído este processo imediatamente foi dado início à contagem dos votos visando a divulgação dos resultados parciais que deverá ocorrer nas próximas horas.

Dia de votação com historias para contar

O dia da ida a votos para as sextas eleições gerais de Moçambique ficou caraterizado por uma certa tensão em algumas regiões do país onde alguns eleitores estiveram com os nervos à flor da pele, a impaciência nas enormes filas, atrasos na abertura de algumas mesas de assembleia de voto, problemas com o numero do cartão, alegadas intimidações da polícia, entre outras situações.

Também este dia o CIP, Centro de Integridade Pública, denunciou o enchimento de algumas urnas a favor da FRELIMO nos distritos de Mopeia, na Zambézia, no centro do país, e Angoche, em Nampula, no norte.

Nas primeiras horas de votação, o candidato da RENAMO, a presidente da República, Ossufo Momade, segundo a Human Rights Watch (HRW), teve de esperar por algum tempo para votar, na Ilha de Moçambique, em Nampula.

O facto ficou a dever-se à paralisação do processo durante alguns momentos, por causa das cenas de pugilato que envolveram os respetivos membros das mesas de assembleia de voto.

Na capital do pais, Maputo, o candidato da FRELIMO, Filipe Nyusi, votou e disse que o país "deve mostrar ao mundo e à região [África Austral] que apoia a democracia."

Processo tranquilo, muita adesão e queixas de observadores 

Apesar das irregularidades, os observadores da Missão da União Europeia (UE) consideraram ao fim da votação que o processo correu com normalidade. O chefe da missão, Nacho Sanchez, disse que "por enquanto registamos o que ocorreu na abertura e observamos que sucedeu de forma ordeira."

Quanto à afluência, as filas apresentaram, logo pela manhã, uma média de 50 a 100 eleitores. Os dados foram nas 1200 mesas observadas nas 11 províncias.

Ainda neste período, o presidente da CNE, Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo, descrevia um cenário de "muita participação e sem problemas."

Mosambik Wahl Quelimane (DW/M. Mueia)

Votação em Quelimane

A Sala da Paz, uma ONG moçambicana que faz a monitoria do processo eleitoral, referiu que em algumas províncias do país, os observadores eleitorais foram impedidos de fazer o seu trabalho, como foi o caso de Cabo Delgado, no norte, e Tete, centro, segundo o jornal "O País".

Nos distritos de Marara e de Chiúta, em Tete, os observadores não foram permitidos trabalhar porque não se apresentaram nas sedes distritais do STAE.

Outros observadores foram impedidos de acompanhar o processo, segundo Guilherme Mabilana, da Plataforma da Transparência Eleitoral, devido a falta de credenciamento: "Tivemos casos de observadores impedidos de aceder às mesas de voto, em províncias como Zambézia, Manica, Gaza, Nampula, Inhambane e Maputo, devido a falta de credenciamento”.

O fim do processo de votação 

Próximo do fim do processo, os partidos políticos, sobretudo os da oposição queixavam-se de diversas irregularidades. A RENAMO em Gaza, sul do pais, denunciou a exclusão dos seus representantes nas mesas de assembleia de voto, através de alegadas manobras como a emissão de credenciais com erros para impedir a fiscalização da votação. Também, o MDM nesta província queixou-se do mesmo problema, para além de denunciar a presença de uma agente da policia na mesa de votação disfarçada com um "crachá" de supervisora do STAE.

Em Inhambane, outra vez a RENAMO queixou-se de diversas irregularidades, quando faltavam menos de duas horas para fechar as urnas. As alegadas irregularidades tinham a ver com a expulsão de quatro membros seus das mesas de voto, no distrito de Zavala. 

Resultados preliminares

Wahllokal in Pemba, Cabo Delgado, Mosambik (DW/D. Anacleto )

No fim do dia afluência às urnas baixou de intensidade

Com o encerramento das assembleias de voto, a partir de agora tem início o processo de apuramento parcial dos votos em todas os locais de votação.

Um total de 13 milhões e 100 mil eleitores são os potenciais votantes que neste dia foram chamados a escolher o Presidente da República, 250 deputados do Parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

Estas eleições contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais. Apenas três partidos com assento parlamentar no país (FRELIMO, RENAMO e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

Os candidatos presidenciais são o atual Presidente da República, Filipe Nyusi da FRELIMO, que concorre a um segundo mandato, o novo líder da RENAMO, Ossufo Momade, do MDM, Daviz Simango, e do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino.

Assistir ao vídeo 00:40

Eleições em Moçambique: Balanço positivo em Tete

 

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