Dezenas de mortos em protestos contra embaixada americana em Jerusalém | NOTÍCIAS | DW | 14.05.2018
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Dezenas de mortos em protestos contra embaixada americana em Jerusalém

Estados Unidos da América inauguraram embaixada em Jerusalém. Netanyahu e Trump falaram de paz num dos dias mais sangrentos dos últimos anos de conflito israelo-palestiniano.

default

Ivanka Trump na controversa inauguração da embaixada em Jerusalém

Depois da promessa de campanha e do anúncio em dezembro passado, é agora oficial: os Estados Unidos da América já têm embaixada em Jerusalém.

A delegação americana contou com  Ivanka Trump e o marido, Jared Kushner, além do secretário de Estado adjunto John Sullivan e o Secretário do Tesouro Steven Mnuchin. Entre aplausos, Ivanka Trump falou enquanto se revelava o selo americano na parede.

"Em representação do quadragésimo quinto Presidente dos Estados Unidos da América, damos-vos a boas vindas oficias, pela primeira vez, na embaixada dos Estados Unidos aqui em Jerusalém, capital de Israel.”

Israel Eröffnung der US-Botschaft in Jerusalem | Videobotschaft von Donald Trump

Donal Trump não esteve presente mas deixou uma mensagem de vídeo

O Presidente norte-americano Donald Trump não esteve presente na inauguração mas enviou uma mensagem de vídeo onde uma vez mais reconheceu Jerusalém como capital e justificou que durante muitos anos o seu país "ignorou o óbvio”.

Apelo à paz no meio de conflitos violentos

"Os Estado Unidos mantêm o compromisso de facilitar um acordo de paz duradouro. Os Estados Unidos vão ser sempre um grande amigo de Israel e um parceiro na causa da liberdade e paz”, acrescentou Trump.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse que hoje é "um grande dia" e agradeceu a "coragem" de Trump em manter as promessas.

Neste domingo (13.05), numa receção que antecedeu a inauguração oficial, Netanyahu reafirmou que Jerusalém sempre foi e sempre será a capital de Israel, "independentemente de qualquer acordo de paz que se possa imaginar". E deixou um convite ao mundo:

Ouvir o áudio 02:58
Ao vivo agora
02:58 min

Dezenas de mortos em protestos contra embaixada americana em Jerusalém

"Apelo a todos os países que sigam os passos dos Estados Unidos da América e mudem as suas embaixadas para Jerusalém. Façam-no porque é a coisa certa para se fazer. Oiçam: mudem as vossas embaixadas para Jerusalém, porque vai fomentar a paz", afirmou Netanyahu.

Entretanto, só hoje, contam-se já dezenas de palestinianos mortos pelas forças israelitas e centenas de feridos em protestos contra esta mudança. Já se considera um dos dias mais violentos nos últimos anos do conflito entre israelitas e palestinianos.

"Estamos a comemorar o maior crime cometido contra os palestinianos, e a decisão de Trump só piora a situação. Ele está a oferecer Jerusalém, que não é dele para dar, à ocupação israelita", comentou Mahmoud Al-Aloul, do movimento de Libertação da Organização da Palestina.

	Israel Protesten vor der neuen US-Botschaft in Jerusalem

A mudança da embaixada para Jerusalém fomentou um dos dias mais sangrentos do conflito israelo-palestiniano

Comunidade internacional critica decisão

Vários países já condenaram esta decisão de Trump, que acreditam que só irá intensificar o problema que a região já vive. Erdogan, Presidente da Turquia, diz que, com esta ação, os Estados Unidos perdem o lugar de mediador do conflito. A Rússia chamou-lhe uma "decisão sem visão". 

A União Europeia (UE) fez saber que continuará a respeitar a resolução tomada pelo Conselho de Segurança da ONU em 1980 que recomendava aos países a não ter as suas representações diplomáticas na cidade santa de Jerusalém.

Muitos países recusaram o convite para assistir à inauguração americana, entre eles, Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Itália. Por outro lado, Estados-membros da EU, como a Hungria, a Áustria e a Roménia confirmaram presença.

A localização de embaixadas em Jerusalém vai contra o consenso internacional. Mas os Estados Unidos não vão estar sozinhos. A Guatemala também se muda para Jerusalém, já na próxima quarta-feira (16.05).

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados