Depois de Trump, Putin é sugerido para Prémio Nobel da Paz | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 25.09.2020
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Internacional

Depois de Trump, Putin é sugerido para Prémio Nobel da Paz

Escritor russo Sergei Komkov enviou proposta à Comissão do Nobel. Um parlamentar norueguês já havia sugerido também o Presidente dos Estados Unidos para o prémio dado a personalidades que contribuem para a paz global.

O Comité do Prémio Nobel recebeu no início deste mês a indicação do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para o Prémio Nobel da Paz de 2021.

"A proposta foi enviada a 9 de setembro e a 10 de setembro já tinha sido recebida pelo Comité Nobel em Oslo", disse o  escritor Sergei Komkov numa conferência de imprensa na agência de notícias russa Rosbalt.

Komkov, director da revista "Presidente" explicou que só depois da sua proposta é que um deputado norueguês propôs atribuir o prémio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo seu apoio ao acordo entre Israel e os Emirados Árabes Unidos.

Quanto à razão da sua iniciativa, o escritor, que é o representante do chefe do Kremlin, explicou que ela é apoiada pelas principais personalidades da cultura e ciência russas.

"Como líder de um dos principais países do mundo, ele faz todos os esforços para manter a paz e a tranquilidade não só no território do seu próprio país, mas contribui ativamente para a resolução pacífica dos conflitos que surgem no planeta", declara a carta enviada por Komkov.

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Putin mereceria o prémio?

O escritor salientou que, durante a pandemia a Covid-19, Putin ordenou o envio de ajuda humanitária para quase trinta países, incluindo os Estados Unidos, China, Venezuela, Itália e Irão.

Além disso, especifica que Putin demonstrou o seu apego aos valores humanitários e religiosos ao incluir a palavra "Deus" na Constituição russa, uma emenda que foi aprovada pelos russos num referendo a 1 de Julho.

A este respeito, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que se Putin receber o Prémio Nobel, "fantástico", mas se isso não acontecer, "nada acontece".

Putin já foi nomeado para o Prémio Nobel da Paz em 2014 por apresentar um plano para desmantelar o arsenal químico sírio e assim evitar a intervenção militar ocidental. Na altura, ativistas russos dos direitos humanos rejeitaram categoricamente essa possibilidade, argumentando que Putin tinha iniciado a sua presidência em 2000 com a segunda guerra chechena.

Até agora, apenas dois russos ganharam o Prémio Nobel da Paz, o cientista e dissidente Andrei Sakharov, e o último líder soviético, Mikhail Gorbachev, que teria o direito de promover a candidatura de Putin, mas dificilmente o fará, pois criticou a sua gestão, entre outras coisas, pelo declínio democrático experimentado pela Rússia nos últimos anos.

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