Debate público dos cabeças de lista que concorrem às autárquicas em Lichinga | Moçambique | DW | 06.09.2018
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Moçambique

Debate público dos cabeças de lista que concorrem às autárquicas em Lichinga

Cabeças de lista concorrentes às eleições autárquicas de 10 de outubro em Lichinga, reuniram-se num debate público. O evento desta quinta-feira (06.09) foi realizado pela Estamos, uma organização da sociedade civil.

 Kommunalwahlen in Mosambik (DW/M. David)

Luís Jumo da FRELIMO (esq.) e Yassino Abilo do MDM (centro)

Com os olhos virados para as quintas eleições autárquicas em Moçambique, marcadas para 10 de outubro próximo, os cabeças de lista dos partidos políticos concorrentes sentaram-me à mesma mesa em Lichinga, província do Niassa, no norte de Moçambique.

No debate, o cabeça de lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Yassine Abilo, prometeu que a sua governação será de inclusão, sobretudo a pensar nos jovens e na construção de edifícios sócio-culturais.

"Quando falamos de jovens, da inclusão de jovens, o MDM não faz mais do que concretizar aquilo que está escrito no nosso programa, ou seja, a nossa ideia é beneficiar os jovens, porque são eles que têm que trabalhar para a população da cidade de Lichinga não são os idosos. Por isso temos que incluir esses jovens na nossa ação", disse Abilo.

Divulgação do plano só no início da campanha

Mais cauteloso foi o cabeça de lista da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Luís Jumo, que só dará a conhecer o manifesto do seu partido no dia do arranque da campanha eleitoral.

"Não vamos aqui falar de assuntos como o meu plano de trabalho porque será fora da hora própria. No dia 25 de setembro (dia do início da campanha) vocês irão saber. Sou um jovem e tenho sonhos para esta cidade... eu mesmo participei na elaboração do manifesto que vocês vão ter acesso a partir do dia 25 de setembro".

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Debate com cabeças de lista que concorrem às autárquicas em Lichinga

Por seu turno, o cabeça de lista da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) preferiu não estar presente neste debate público. Desconhecem-se os motivos para esta ausência.

Debate pouco esclarecedor

Entretanto, para Santos Felisberto, jornalista e editor do semanário Mwatengue, no Niassa, o debate foi pouco esclarecedor, uma vez que dos manifestos políticos pouco ou nada se ficou a saber.

"A FRELIMO e o MDM não trouxeram os planos dos seus respetivos programas. O cabeça de lista da FRELIMO só veio anunciar que o seu plano será divulgado, mas que ainda não chegou a altura própria. A divulgação desse plano ficou marcada para o dia 25 altura em que todos os cidadãos irão tomar conhecimento de um programa feito dentro e ao encontro da realidade de Lichinga. Por seu turno, o cabeça de lista do  MDM anunciou que quer melhorar a cidade como era antes, uma cidade limpa e moderna solucionando nomeadamente o grande problema do lixo em Lichinga", destacou Santos Felisberto.

Recorde-se, que a cidade de Lichinga é atualmente considerada a mais corrupta entre as 53 autarquias existentes em Moçambique, de acordo com o barómetro de governação municipal divulgado recentemente no país.

 

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