Criados grupos de trabalho para desarmamento da RENAMO | Moçambique | DW | 16.08.2018
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Moçambique

Criados grupos de trabalho para desarmamento da RENAMO

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou quarta-feira a entrada em funcionamento da comissão de assuntos militares e de grupos de trabalho que vão dirigir a desmobilização e reintegração dos homens da RENAMO.

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Soldados da RENAMO na Gorongosa

"Estes grupos de trabalho vão concorrer para o sucesso do processo [de paz], que interessa a todos", declarou Filipe Nyusi, citado esta quinta-feira (16.08) pelo jornal Notícias.

Além da comissão de assuntos militares, entraram em operação na quarta-feira o Grupo Técnico Conjunto para o Enquadramento nas Forças de Defesa e Segurança, Grupo Técnico Conjunto para a Desmobilização, Desarmamento e Reintegração, Equipa de Monitoria e Verificação e o Grupo Internacional de Contacto.

Cada um dos grupos será constituído por representantes do Governo e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o principal partido da oposição.

Oficiais da RENAMO promovidos

Na quarta-feira (15.08), o Presidente moçambicano promoveu três oficiais militares indicados pela RENAMO no âmbito dos consensos para a paz no país, anunciou a Presidência da República.

Filipe Nyusi promoveu os coronéis Xavier António e Araújo Anderiro Maciacona ao posto de brigadeiro e o capitão-de-mar-e-guerra Inácio Luís Vaz ao posto de comodoro.

O Presidente moçambicano anunciou no passado dia 6 a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e a Renamo sobre a desmilitarização e a integração das forças do principal partido da oposição. 

O atual processo negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo arrancou há um ano, quando Filipe Nyusi se deslocou à Gorongosa, centro de Moçambique, para uma reunião com falecido líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, no dia 6 de agosto do ano passado.

Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia também a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a uma revisão da Constituição em julho.

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