Criada comissão para acompanhar distribuição de alimentos em Moçambique | Moçambique | DW | 09.04.2019
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Moçambique

Criada comissão para acompanhar distribuição de alimentos em Moçambique

Governo moçambicano criou uma Comissão Interministerial para acompanhar a distribuição de alimentos às vítimas do ciclone Idai na zona centro, que já se encontra na Beira. País vai receber mais 7 milhões de euros da UE.

A comissão é liderada pelo ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, lê-se num comunicado do Conselho de Ministros distribuído à imprensa. Integra também os vice-ministros dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo, da Administração Estatal e Função Pública, Albano Macie, e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Victor Tauakali.

A comissão é criada num momento em que crescem as denúncias de desvios de donativose as autoridades moçambicanas já detiveram três pessoas.

Mais sete milhões de euros da UE

A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira (09.04) uma verba adicional de 12 milhões de euros de ajuda humanitária para as populações afetadas pelo ciclone Idai em Moçambique, que recebe a maior fatia (sete milhões de euros), Zimbabué (quatro milhões) e Malawi (um milhão de euros).

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Ajuda humanitária chega a conta-gotas a Búzi

Em Moçambique, a verba destina-se a providenciar abrigos, água potável e saneamento básico, bem como ajuda alimentar e de saúde. Em comunicado, o executivo comunitário reitera que o ciclone afetou o período anual das colheitas, com consequências na segurança alimentar dos próximos meses. O acesso a água potável é outra das preocupações sublinhadas por Bruxelas.

O envelope financeiro complementa os 3,75 milhões de euros atribuídos imediatamente após o ciclone Idai, que atingiu os três países em 14 de março.

Menos pessoas em centros de acolhimento

O número de pessoas em centros de acomodação no centro de Moçambique após o ciclone Idai desceu hoje mais de metade para 73.740, anunciaram as autoridades.

De acordo com o balanço do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), registou-se uma descida para menos de metade em relação aos dados de segunda-feira, quando estavam 160.927 pessoas nos centros.  Neste sentido, também o número de famílias a receber apoio nos centros desceu para 14.327, menos de metade em relação aos 33.319 de segunda-feira.

O balanço mantém idênticos todos os restantes números, nomeadamente a contagem de mortes, que desde sábado ascende a 602. O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbabué e Malawi em 14 de março. Em Moçambique, o ciclone provocou ainda 1.641 feridos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o último balanço.

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