Covid-19: ″Voo sanitário″ chega a Cabo Verde | Angola | DW | 08.04.2020
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Angola

Covid-19: "Voo sanitário" chega a Cabo Verde

Seis toneladas de medicamentos e equipamentos de proteção pessoal chegam a hospitais e farmácias cabo-verdianas para intensificar a luta contra o vírus. Em África, já são 10,5 mil infetados e 535 mortes confirmadas.

Kap Verde Internationaler Flughafen Praia

Aeroporto internacional de Cabo Verde

Cabo Verde recebe seis toneladas de medicamentos e equipamentos de proteção individual para o abastecimento das estruturas hospitalares e das farmácias privadas. O reforço para o sistema de saúde no combate ao coronavírus é fruto de uma parceria enre o Ministério da Saúde e de Segurança Social e a empresa Emprofac. O materia é proveniente de Portugal.

"O voo sanitário vem com seis toneladas de medicamentos e equipamentos de proteção individual para o abastecimento das estruturas hospitalares e também das farmácias privadas”, afirmou o Governo em comunicado divulgado pela agênica Lusa.

Devido à escassez de remédios e equipamentos de proteção para prevenção ao contágio do novo coronavírus, o governo tomou essa medida emergencial para garantir maiores condições de combater a pandemia no país.

Cabo Verde confirma a infeção de sete pessoas e uma morte por Covid-19. Há várias pessoas em observação, suspeitas de infeção.

A Covid-19 tem se propagando com rapidez pelo continente africano, elevando o número de infetados para 10,5 mil e as mortes para 535. Centro de Controlo e Prevenção de Doença da União Africana (CDC Africa) contabiliza 1.096 pacientes recuperados.

Infeções foram registadas em 52 dos 55 países e territórios do continente. Argélia, Egito e Marrocos têm o maior número de infetados. A região norte do continente é a mais atingida e regista o maior número de óbitos.

Kenia Mombasa | Coronavirus | Desinfektionsraum (DW/F. Musa Abdalla)

Pessoas passam por área de desinfeção em Mombasa, no Quénia

Covid-19 nos PALOP

Além de Cabo Verde, os outros integrantes do bloco do Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) também vivem a lua contra o novo coronavírus. Segundo dados atualizados pelo CDC Africa, há 73 pessoas infetadas e três mortes confirmadas pelas autoridades dos PALOP.

A Guiné-Bissau é o país mais afetado do bloco - com 33 casos confirmados. Os doentes são jovens (entre 20 e 36 anos), uma criança de oito anos e um adulto de 59 anos. O país permanece em estado de emergência, com fronteiras fechadas e reduzindo a circulação dos cidadãos.

Angola confirmou mais dois casos e regista agora 16 infeções. Duas pessoas morreram. As forças de segurança trabalham para garantir a quarentena. Foram registadas detenções por desacato, desobediência e especulação sobre a doença.

As autoridades em Moçambique não confirmam novas infeções pelo Covid-19, e o país segue com 10 casos. As autoridades sanitárias informam, no entanto, que cinco moçambicanos na diáspora também estão infetados.

São Tomé e Príncipe foi o último país da África lusófona a confirmar casos da Covid-19 e os números permanecem iguais, com 4 infetados. O arquipélago está em estado de emergência com as fronteiras fechadas e restrições de circulação de cidadãos para evitar a propagação do vírus.

Vatikan Papst Franziskus beim Angelusgebet (Reuters/Vatican Media)

Papa Francisco sobre a pandemia: "Não sei se é vingança"

Covid-19 pelo mundo

O número de infeções pela Covid-19 aproxima-se de 1,5 milhão (1.441.128) no mundo. Quase 83 mil pessoas morreram, e mais de 307 mil pacientes recuperaram.

Os Estados Unidos é o país mais afetado pela doença, com mais de 400 mil infeções e 12.857 mortes confirmada.

Em 24 horas a Alemanha confirmou mais de 4 mil novas infeções, chegando aos 107.659 casos da doença e 2.017 mortes. O país comemorou a redução dos números na última segunda-feira (06.04), mas no dia seguinte os dados apontaram para uma nova subida.

Na Espanha, o número de casos reduziu por dois dias, mas nas últimas 24 horas o número de óbitos voltou a subir, 757. Ao todo o país confirma quase 147 mil infeções e 14.555 mortes.

Em entrevista ao biógrafo Austen Ivereigh, o Papa Francisco disse que está aproveitando a redução de compromissos para "rezar mais”. O pontífice relacionou problemas que atingiram o mundo nos últimos anos com a pandemia: "Não sei se é vingança, mas é a resposta da natureza”, afirmou.

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