Covid-19: União Europeia decide encerrar fronteiras | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 18.03.2020
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Internacional

Covid-19: União Europeia decide encerrar fronteiras

Líderes decidiram encerrar as fronteiras da Europa para limitar a propagação do coronavírus. Restrição de viagens não essenciais vigora por 30 dias e fica vedado o ingresso de cidadãos de fora do bloco na Europa.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) decidiram esta terça-feira (18.03) pela interdição de entradas "não essenciais” em território europeu por 30 dias.

A medida é mais um esforço para tentar travar a pandemia do novo coronavírus - causador da Covid-19, que já infetou quase 200 mil pessoas em todo mundo desde o início do surto em dezembro do ano passado, na China.

O encerramento das fronteiras da União Eurpeia foi aceito por unanimidade pelos líderes do bloco. Em conferência de imprensa, logo após uma reunião por vídeo com os chefes de Estado e de Governo europeus, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a iniciativa tem o objetivo de limitar a propagação do vírus.

"Decidimos reforçar nossas fronteiras externas aplicando uma restrição temporária coordenada de viagens não essenciais para a UE por um período de 30 dias, com base na abordagem proposta pela Comissão Europeia", esclareceu.

Belgien | Pressekonferenz Ursula von der Leyen und Charles Michel nach Treffen mit Erdogan (Reuters/F. Lenoir)

Michel: "Restrição temporária coordenada de viagens não essenciais"

Circulação de cidadãos europeus

O presidente do Conselho Europeu sublinhou a necessidade de garantir que cidadãos europeus e residentes possam regressar aos seus países. A medida também inclui países-membros da Associação Europeia de Livre Comércio e do Reino Unido.

Michel lembrou que neste momento é preciso encontrar soluções para trabalhadores transfronteiriços - como profissionais da saúde que vivem num país, mas trabalham em outro, por exemplo.

Em Berlim, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, garantiu que as medidas anunciadas pela União Europeia seriam imediatamente implementadas no país – que já regista mais de 9 mil casos da doença e elevou esta terça-feira de "moderado" a "alto" o risco do novo coronavírus para a população. A Alemanha já havia fechado as fronteiras há alguns dias

"Se queremos enviar um forte sinal de que trabalharemos decisivamente para minimizar os efeitos económicos dessa pandemia, que ocorrerão de qualquer maneira, a livre circulação de bens e mercadorias precisa continuar definitivamente", disse Merkel.

Ouvir o áudio 03:28

União Europeia determina encerramento das fronteiras

"O inimigo é o vírus”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, congratulou-se com o "apoio pleno" dos Estados-membros ao pacote de medidas proposto pela Comissão, e reconheceu que  todas as medidas que foram tomadas para conter a pandemia têm um enorme impacto na economia.

"Isso atinge o mundo inteiro. Nunca tivemos isso... O inimigo é o vírus e agora temos de fazer o possível para proteger o nosso povo e as nossas economias”, disse.

Entretanto, Ursula von der Leyen estimou que a potencial vacina para o novo coronavírus - que está a ser pela biofarmacêutica alemã CureVac - esteja no mercado até ao outono. E garantiu procedimentos regulatórios rápidos para viabilizar o medicamento. A Comissão Europeia anunciou um apoio de até 80 milhões de euros para apoiar os trabalhos na busca pela vacina.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 já infetou quase 200 mil pessoas, das quais mais de 7,8 mil morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 80 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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