Covid-19: Pandemia pode levar turismo à falência em São Tomé e Príncipe | São Tomé e Príncipe | DW | 20.03.2020

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São Tomé e Príncipe

Covid-19: Pandemia pode levar turismo à falência em São Tomé e Príncipe

Após encerramento das fronteiras são-tomenses, empresas do turismo já sentem os efeitos dos bloqueios e algumas podem falir ao longo do período de restrições, avalia entendidade do setor.

A pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, mexeu na estrutura económica de todos os países. Com ou sem casos registrados, os bloqueios e restrições impostas para conter os avanços da doença estão a refletir diretamente na economia.

No arquipélago de São Tomé e Príncipe a situação não é diferente, mesmo sem nenhum caso de coronavírus registado no país. O fechamento das fronteiras aérea e marítima está refletir diretamente no turismo da região, o que poderá levar empresas à falência. É a avaliação do presidente da Associação Nacional do Turismo, Hamilton Cruz.

"As empresas ligadas ao setor estão a atravessar um momento extremamente difícil, algumas delas já anunciaram encerramento provisório até que a situação se resolva, mas muitas delas ainda estão em situação de risco e podem mesmo estar numa situação de falência", disse o presidente em entrevista à agência Lusa.

Turismo em discussão

Uma reunião entre a associação e o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, foi realizada na quinta-feira (19.03) para analisar a situação. 

Sao Tome und Principe Flughafen Aeroporto Principe

Aeroporto da ilha do Príncipe

"Nós vemos com muita preocupação, em primeiro lugar, a questão da segurança e da saúde pública. Estão em causa as nossas próprias vidas que têm que ser garantidas, mas obviamente essa situação pode afetar a economia do país (...), tem um embate muito forte no setor do turismo", explicou Hamilton Cruz.

O presidente da Associação Nacional do Turismo recorreu ao primeiro-ministro para buscar propostas que ele considera "fundamentais nesta fase de crise e possível pós-crise". Porém, durante a entrevista à agência Lusa não detalhou qual seria o plano de ação para ajudar as empresas.

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Desempregados

Com o encerramento das fronteiras e a falta de turistas no arquipélago, o presidente da associação entende que as empresas estão a tomar as suas próprias medidas para passar por esse momento de turbulência. Para Hamilton Cruz, é inevitável que essas ações gerem desemprego.

"Neste momento existem planos individuais de cada empresa e naturalmente, algumas delas passam por colocar os trabalhadores em férias, outras em situação de suspensão, mas ainda não existe um plano nacional com indicação clara daquilo que cada um deve fazer", explicou o presidente da associação.

Medidas atuais

Nenhum caso de Covid-19 foi registado no arquipélago de São Tomé e Príncipe. No entanto, para evitar a infeção da população pelo novo coronavírus, o Governo impôs a proibição da entrada de estrangeiros e a quarentena para os cidadãos residentes no país.

As escolas estão fechadas e outros serviços estão a funcionar com algumas restrições à circulação de pessoas, devido à rápida propagação que o vírus tem.

A pandemia de Covid-19 já infetou mais de 230 mil pessoas no mundo, levando a morte de mais de 9 mil infetados. Até ao momento 177 países já registaram casos da doença que surgiu na China, em dezembro de 2019. No continente africano, a cada dia surgem novos casos da doença que está se propagando rapidamente entre os países.

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