Covid-19: Pais e alunos exigem condições sanitárias nas escolas | Moçambique | DW | 03.12.2020

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Moçambique

Covid-19: Pais e alunos exigem condições sanitárias nas escolas

Ainda há escolas fechadas em Quelimane, província moçambicana da Zambézia, sem condições sanitárias. A situação preocupa alunos e encarregados de educação, porque os exames aproximam-se.

O Governo moçambicano desembolsou dinheiro para melhorar as condições de higiene e limpeza nos estabelecimentos de ensino no país. A intenção era permitir um reinício seguro das aulas presenciais nas escolas públicas, em outubro, principalmente para classes com exame.

Mas, na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, ainda há escolas fechadas por falta de condições sanitárias.

Mangel an sanitären Bedingungen in Quelimane

Sem aulas, alunos dedicam-se ao comércio informal

"Não temos casas de banho, latrinas, nem baldes para lavar as mãos", afirma um aluno da 10ª classe na Escola Secundária 07 de Abril de Maquival em entrevista à DW África.

"Não sabemos como faremos o exame. Há três dias, fomos à escola e não nos deram qualquer informação."

Enquanto esperam pelo reinício das aulas, muitos optam por trabalhar no comércio informal. Os alunos dizem que, para além da falta de condições de higienização das escolas, há professores que ainda não se apresentaram ao serviço.

"Não sabemos o que está a acontecer com eles", afirma outro jovem. 

Novos casos de coronavírus em África

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Encarregados de educação agastados

Os pais e encarregados de educação também se mostram preocupados, tanto mais que há alunos com exames escolares finais previstos para fevereiro do próximo ano.

Para Superior Eugénio, "é muito triste" que algumas escolas em Quelimane já estejam a ter aulas presenciais e outras não. 

"Não se sabe como será feito o exame, os alunos não estão a ver nenhum conteúdo", alerta.

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Covid-19: Professores "ambulantes" em Manica

Carimo Mamudo, outro encarregado de educação, apela às autoridades para terminarem terminar a "construção dos sanitários, para ver se a situação se minimiza em dezembro e se as aulas arrancam".

"Não sei como a gestão está a ser feita, como é que o trabalho está a decorrer, é lamentável isso."

Contactada pela DW África, a direção da Escola Secundária 07 de Abril de Maquival não quis comentar o assunto, alegando falta de autorização dos serviços distritais de Educação, Juventude e Ciências de Quelimane.

Condições mínimas

Em setembro, o diretor dos Serviços Distritais de Educação, Rijone Bombino, garantiu que estavam reunidas as "condições mínimas" para a retoma das aulas presenciais em todas as escolas secundárias de Quelimane.

O dirigente reconheceu, no entanto, que ainda havia escolas que precisavam do "melhoramento e ampliação dos sanitários".

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