Covid-19: Moçambique encerra escolas e suspende vistos | Moçambique | DW | 20.03.2020

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Moçambique

Covid-19: Moçambique encerra escolas e suspende vistos

Presidente Filipe Nyusi reforça medidas de prevenção do novo coronavírus, apesar de ainda não ter sido confirmado nenhum caso de infeção no país. Quarentena passa a ser obrigatória a todos os viajantes.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou, num comunicado à nação, a suspensão de vistos de entrada no país e o cancelamento de "todos os já emitidos". Comunicou ainda "o encerramento de todas as escolas públicas e privadas, do ensino pré-escolar ao ensino superior" a partir de segunda-feira (23.03).

Esta informação contraria a que foi avançada pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) ainda hoje (20.03) que afirmava que as escolas apenas encerrariam caso se registasse algum caso positivo do novo coronavírus na comunidade escolar.

Para além do encerramento das escolas, o Presidente Filipe Nyusi anunciou a suspensão de todos os eventos sociais "com mais de 50 pessoas" e o alargamento de quarentena domiciliária a todos os viajantes, não apenas daqueles oriundos de países com infeções ativas.

Mosambik Inhambane Rehabilitations-Schulen

Uma escola em Inhambane, Moçambique

Números 

Moçambique ainda não registou nenhum caso da Covid-19, mas a apreensão no país é crescente. A vizinha África do Sul identificou pelo menos 150 casos positivos do novo coronavírus, sendo o país mais atingido na África subsaariana. O continente africano contabilizou 874 casos de infeções de Covid-19 e 22 mortes em 36 países.

A nível mundial, mais de 10 mil pessoas já morreram infetadas pela pandemia da Covid-19, de acordo com um balanço feito pela Agência France-Presse a partir de dados oficiais divulgados esta sexta-feira (20.03). Itália é agora o país mais afetado, com 3.405 mortes, à frente da China (3.248), o centro inicial de contágio, e do Irão (1.433).

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