Covid-19: Médicos tradicionais repudiam ″falsos curandeiros″ em Moçambique | Moçambique | DW | 15.04.2020

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Covid-19: Médicos tradicionais repudiam "falsos curandeiros" em Moçambique

Em Nampula, a Associação dos Médicos Tradicionais promete tomar medidas contra todos os associados que se envolvam no suposto tratamento da Covid-19 e incentiva a denúncia de fraudes.

Tansania Sansibar | Bildergalerie traditionelle Heiler & Registrierung

Médicos tradicionais usam vegetais para cura

A Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) está a pedir aos seus membros em Nampula que se distanciem do oportunismo do suposto diagnóstico e tratamento do coronavírus. 

Segundo a comunidade médica internacional, não há cura para a Covid-19. E o presidente da AMETRAMO na província de Nampula, Evaristo Gonçalves, sublinha que também não existem, até ao momento, ao nível da medicina tradicional em Moçambique, raízes que curem a doença causada pelo novo coronavírus. 

"Não temos nenhuma informação que diz que os médicos tradicionais podem fazer tratamento de cura. Evitemos fazer publicidades sobre a cura do vírus. Isso não pode acontecer", esclarece.

Em Moçambique, segundo os dados mais recentes das autoridades de saúde, há 28 casos positivos da doença confirmados.

Tansania Sansibar | Bildergalerie traditionelle Heiler & Registrierung

Médica tradicional em Zanzibar: Curandeiros não tratam Covid-19

Curandeiros devem sensibilizar

A nível da província nortenha de Nampula, a mais populosa de país, existem mais de 7,7 mil praticantes da medicina tradicional filiados à AMETRAMO. Evaristo Gonçalves pede que estes curandeiros se envolvam na sensibilização para travar a propagação da pandemia.

O presidente da AMETRAMO aconselha os curandeiros a incentivar os doentes com sintomas a dirigirem-se aos "postos de saúde, porque é lá onde se pode averiguar esse tipo de doença", exortou.

Sem avançar detalhes, Gonçalves garante que haverá duras medidas contra curandeiros desonestos, que se aproveitem da pandemia para ganhar dinheiro em nome da cura. "Se for um membro da AMETRAMO, nós vamos tomar medidas para desencorajar. Ninguém pode mentir, dizendo que trata o coronavírus".

Em nome da AMETRAMO, o curandeiro apela ainda aos secretários dos bairros para poder combater publicidades enganosas e continuar a seguir os apelos do Governo.

Em Nampula, tal como fez conhecer o presidente provincial da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique, todas as atividades dos curandeiros estão temporariamente suspensas à luz do cumprimento do estado de emergência em vigor no país desde o dia 1 de abril corrente até no próximo dia 30.

Assistir ao vídeo 01:54

Com as igrejas fechadas por causa da Covid-19, pastores digitalizam-se

Leia mais