Covid-19: Europa inicia vacinação em massa | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 27.12.2020

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Internacional

Covid-19: Europa inicia vacinação em massa

Países da União Europeia iniciaram neste domingo a campanha de vacinação contra a Covid-19. Em muitos Estados, idosos e profissionais da saúde foram os primeiros a serem imunizados.

Impfstart in Europa - Italien

Caixa com doses da vacina é entregue em Turin, Itália

As primeiras remessas de vacina BioNTech-Pfizer, aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), chegaram a toda a União Europeia no final da sexta-feira (25.12) e no início do sábado (26.12).

Cada Estado-membro pode decidir sobre como implementar a vacinação, e países - Alemanha, Hungria e Eslováquia - iniciaram as imunizações um dia mais cedo, no sábado.

Alemanha: senso de urgência

Na Alemanha, equipas móveis ficaram responsáveis por entregar a vacina em lares de idosos, que foram priorizados.

Em Berlim, uma mulher de 101 anos de idade residente num lar de idosos no bairro de Steglitz foi a primeira entre os moradores da capital a receber a vacina, neste domingo. O momento foi registado num tweet do Departamento para a Igualdade nos Cuidados de Saúde:

Para além dos hospitais e lares de idosos, os pavilhões desportivos e os centros de convenções esvaziados por medidas de encerramento tornaram-se locais para inoculações em massa.

A Alemanha, com uma população de 83 milhões de habitantes, construiu mais de 400 centros de vacinação, inclusive em locais como os antigos aeroportos de Berlim, Tegel e Tempelhof, e o salão de feiras de Hamburgo.

Nina Haase, jornalista da DW, disse que as autoridades sanitárias alemãs receberam as suas primeiras doses no sábado, tendo cada um dos 16 estados recebido cerca de 10.000 doses iniciais.

"Isso não é suficiente para cobrir nem os idosos. Há um grande senso de urgência", disse ela.

Em Colónia, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, a jornalista da DW, Kate Martyr, acompanhou a vacinação do primeiro residente de um lar onde vivem cerca de 1.100 idosos:

Na Alemanha, a vacina é gratuita e estará disponível para todos a partir de meados de 2021, quando se espera que a administração para os grupos prioritários tenha terminado. A vacinação não é obrigatória.

Andrew Ullmann, um deputado do Partido Democrático Liberal (FDP), disse que o lançamento da vacina é "um grande passo para a humanidade".

"Penso que é um momento muito tocante uma vez que, pela primeira vez na história da humanidade, estamos a combater uma pandemia, uma pandemia aguda, com uma vacina recentemente avaliada e aprovada", acrescentou.

Assistir ao vídeo 01:39

A vacina da BioNTech funciona contra nova variante da Covid-19?

Arranque em França, Espanha, Itália e Portugal

Em França, Mauricette, uma empregada doméstica de 78 anos, foi a primeira a receber a primeira dose. "Estou animada, é uma honra", disse, entre lágrimas, a idosa que mora em um centro em Sevran, nos arredores de Paris

França tem vindo a registar cerca de 15.000 novas infeções por dia.

Itália, país com o maior número de mortes na Europa - mais de 71 mil vítimas - administrou suas três primeiras vacinas a profissionais de saúde do hospital Lazzaro Spallanzani, em Roma: Maria Capobianchi, bióloga que chefia o laboratório de virologia que isolou o coronavírus pela primeira vez em fevereiro; a enfermeira Claudia Alivernini e o profissional da saúde Omar Altobelli.

"Digo de coração: vamos todos ser vacinados, pelos nossos entes queridos e pela comunidade", foram as primeiras palavras após a vacinação da enfermeira Alivernini, de 29 anos.

A correspondente da DW em Roma, Seema Gupta, disse que o Governo italiano encomendou 200 milhões de doses que serão administradas inicialmente em 21 centros em todo o país.

"Eventualmente vamos ver uma campanha sobre a importância de se receber esta vacina, que é gratuita e não é obrigatória, mas muito encorajada", disse ela.

Uma idosa de 96 anos, Araceli, que reside em um asilo na cidade de Guadalajara, no centro da Espanha, foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no país.

"Vamos ver se todos nos comportamos bem e fazemos com que o vírus desapareça", disse, assegurando que não sentiu coceira ou desconforto quando a vacina foi administrada.

Em Portugal, António Sarmento, diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Hospital São João, no Porto, e o primeiro inoculado, mostrou-se confiante uma vez que "estudos revelaram que as reações são semelhantes às de outras vacinas virais".

Data visualization COVID-19 New Cases Per Capita – 2020-12-23 – global - Portuguese (Africa)

Estatísticas da Covid-19 no mundo

Esperança renovada

Na Áustria, a primeira pessoa inoculada em Viena, uma mulher de 84 anos, declarou à emissora pública "ORF" o seu desejo de "ver filhos, netos e bisnetos novamente sem problemas".

A Bélgica começará sua campanha de vacinação amanhã, assim como Luxemburgo, enquanto na Holanda terá início somente no dia 4 de janeiro.

Na Polônia, uma enfermeira foi a primeira a ser vacinada em um centro de bem-estar do Ministério do Interior, em Varsóvia.

Na Croácia, foi uma mulher de 81 anos, que reside em uma casa de repouso de Tresnjevka, em Zagreb. A vacinação também começou em asilos na Eslovênia.

Na Grécia, a primeira a receber a dose foi Esfstathia Kampisiuli, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Evaggelismos. "Hoje é um dia histórico, é o início de uma nova etapa", afirmou.

Na Suécia, a primeira dose foi injetada em uma mulher de 91 anos, que reside em um asilo de Mjölby, uma pequena cidade entre Estocolmo e Gotemburgo, enquanto na Dinamarca, um homem de 79 anos, de um lar de idosos em Odense, foi vacinado.

A distribuição da vacina BioNTech-Pfizer apresenta grandes desafios, uma vez que a vacina utiliza a nova tecnologia mRNA e deve ser armazenada a temperaturas ultra-baixas de cerca de -80 graus Celsius. Ainda assim, o seu lançamento ajuda a UE a projetar um sentido de unidade numa complexa missão de salvamento, após o bloco ter enfrentado desafios para controlar a propagação do coronavírus.

No total, as nações da UE registaram pelo menos 16 milhões de infeções pelo novo coronavírus até agora e mais de 336.000 mortes - números enormes que os especialistas concordam que ainda não refletem com exatidão a realidade, devido a casos não registados e testes limitados.

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