Covid-19: Cidadãos guineenses pedem desconfinamento | Guiné-Bissau | DW | 24.07.2020
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Guiné-Bissau

Covid-19: Cidadãos guineenses pedem desconfinamento

Vários cidadãos guineenses ouvidos pela DW pedem para não se prolongar o estado de emergência. Mas será preciso reforçar as medidas de prevenção.

Cidadãos e técnicos de saúde estão contra a renovação do estado de emergência por mais 30 dias, proposta pelo Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

"Nesta altura, com o número de infeções que já temos, acho que não faz sentido continuar a decretar o estado de emergência. Já temos um número considerável de casos", afirma à DW África o médico Mꞌboma Sanca.

"A partir de agora, o país tem que se preparar para a nova fase, que é de desconfinamento, o processo de anular ou reverter o confinamento que anteriormente foi imposto", acrescenta.

Retoma dos voos regionais e internacionais

O Executivo pretende reforçar o controlo da circulação de viaturas interurbanas no âmbito de cercas sanitárias em vigor, por forma a evitar a propagação da Covid-19 de uma região à outra. E proíbe a transladação dos restos mortais dentro do país. No entanto, foi autorizada a retoma dos voos regionais e internacionais a partir de 26 de julho e 1 de agosto, respetivamente.

Krankenhaus in Bissau

Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau

A Guiné-Bissau já registou mais de mil casos da doença e 26 óbitos, números que levaram o Governo a recomendar ao Presidente Umaro Sissoco Embaló a renovação do estado de emergência. Ainda assim, vários cidadãos ouvidos pela DW África consideram que já é tempo de "desconfinar".

"Acho negativo [o estado de emergência]. Mas temos que nos proteger mais, dar mais informações para cuidar mais, evitar aglomerações, usar máscaras e também ter mais higiene", afirmou um professor. Outro cidadão, funcionário público, também pede ao Presidente Umaro Sissoco Embaló para levantar o estado de emergência: "Estamos a enfrentar muitas dificuldades", lamenta.

"Não é necessário aumentar mais o estado de emergência. O essencial é sensibilizar a população para ser mais cautelosa", disse um estudante.

População não respeita estado de emergência

A Guiné-Bissau está em estado de emergência desde março - um período marcado, segundo organizações da sociedade civil, por "abusos de autoridade e violações dos direitos humanos" para fazer respeitar as restrições impostas por causa da Covid-19.

Porém, se de um lado a sociedade civil se tem queixado, as autoridades acusam os cidadãos de desrespeitar as medidas.

"A população não acatou, nem cumpriu sequer 10% de vários estados de emergência que foram decretados ao longo dos últimos meses", diz o médico Mꞌboma Sanca. "Do meu ponto de vista, enquanto técnico de saúde, por esse incumprimento das medidas impostas pelo Governo, automaticamente não ajudou a meta preconizada, que era o achatamento da curva epidemiológica, e os casos da Covid-19 aumentaram."

Guinea-Bissau | Coronavirus | EU-Hilfe

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UE oferece ajuda

Entretanto, chegou a Bissau na quinta-feira (23.07) o primeiro de quatro voos organizados por Portugal no âmbito da "ponte aérea humanitária" da União Europeia, que vai trazer à capital guineense mais de 40 toneladas de materiais e equipamentos médicos para o combate ao novo coronavírus.

Esta sexta-feira, no ato da receção dos materiais, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, deixou uma garantia: "A utilização de todos os recursos postos à disposição da Guiné-Bissau será rigorosamente transparente, tendo em conta o superior interesse da nossa população", afirmou.

"Na qualidade de chefe de Estado da Guiné-Bissau, faço votos que a pandemia possa ser rapidamente controlada para que a Guiné-Bissau retome o caminho do seu desenvolvimento social e económico."

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