Covid-19: África do Sul ultrapassa meio milhão de casos | NOTÍCIAS | DW | 02.08.2020
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Covid-19: África do Sul ultrapassa meio milhão de casos

O país africano mais atingido pela pandemia e o quinto com mais casos em todo o mundo regista mais de 500 mil infeções e 8 mil mortes. O continente aproxima-se de 1 milhão de casos e 20 mil óbitos.

A África do Sul, o país africano mais atingido pela pandemia da Covid-19 e o quinto colocado em número de casos em todo o mundo, ultrapassou a marca de 500 mil infeções e tem mais de 8 mil mortes por Covid-19, enquanto o continente se aproxima de 1 milhão de casos e 20 mil óbitos.

De acordo com os dados divulgados no sábado (01.08) pelo Governo sul-africano, o país de 58 milhões de pessoas teve até agora 503.290 infecções por SARS-CoV-2, vírus que já fez 8.153 vítimas mortais. Atualmente, em todo o planeta, só os Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia registam dados piores.

Numa carta à nação, este domingo, o Presidente Cyril Ramaphosa afirmou que apesar do elevado número de casos, há desenvolvimentos positivos, incluindo o facto de o aumento diário de infeções estar aparentemente a estabilizar nas províncias de Cabo Ocidental (que inclui a Cidade do Cabo), Cabo Oriental e Gauteng, onde ficam Joanesburgo e Pretória.

"A nossa taxa de recuperação é atualmente de cerca de 68%, a taxa de mortalidade - que é o número de mortes comparado ao número total de pessoas infetadas - ainda está em 1,6%, o que é significativamente inferior à média global", disse o Presidente sul-africano no comunicado.

"Embora a África do Sul tenha o quinto maior número de casos no mundo, somos apenas o 36º país com o maior número de mortes per capita. Por isso, devemos agradecer aos nossos profissionais de saúde e aos nossos tratamentos inovadores", acrescentou.

Mais de metade dos casos de toda a África

A África do Sul continua a ser o principal foco da Covid-19 em África, que contabiliza mais de 944.000 infetados e 19.920 mortos. Isto significa que a África do Sul acumula 53% das infecções no continente, apesar de concentrar menos de 5% da sua população e de ter imposto, tal como os seus vizinhos, medidas preventivas duras nos primeiros meses para tentar preparar o sistema de saúde.

Ramaphosa afirmou na sua carta à nação que os últimos indicadores mostram um declínio "dramático" na atividade económica. O país está em recessão desde o ano passado, com taxas de desemprego de cerca de 30%, e prevê uma retração económica de 7,2% este ano, a pior em quase um século, de acordo com o Governo.

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