Comunidades reassentadas ao longo do Corredor do Norte | Moçambique | DW | 16.05.2013

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Moçambique

Comunidades reassentadas ao longo do Corredor do Norte

A reabilitação da linha férrea do Corredor do Norte deverá arrancar ainda em 2013. A empresa responsável deverá investir mais de 1,5 mil milhões de dólares nas obras que já levam ao reassentamento de comunidades locais.

Comunidades reassentadas ao longo do Corredor do Norte

Comunidades reassentadas ao longo do Corredor do Norte

A empresa moçambicana Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) está a apostar na diversificação de rotas de comboios de carga para dar resposta à procura de transporte no setor mineiro. A linha férrea deverá ligar as cidades de Tete e Lichinga, capitais das províncias de Tete e do Niassa, respetivamente.

Segundo Renzo Albieri, consultor da CDN, um dos novos trechos deverá ainda ligar Tete à fronteira com o Malawi, onde “um trecho de aproximadamente 150km” irá também ser construído.

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O empreendimento vai significar o reassentamento e a indemnização de cerca de 140 famílias, só na província do Niassa, um processo que, em Tete, já criou tensões entre as comunidades locais e as instituições envolvidas. Ainda em 2012, a população do bairro de Cateme (Tete) bloqueou a passagem do comboio de carga em protesto contra as promessas feitas pela mineira Vale que, anos depois do seu reassentamento, continuavam por cumprir.

Agora, para evitar a marginalização das populações afetadas, continua Renzo Albieri, a CDN já tem um plano de ação, nomeadamente o Plano de Desenvolvimento Social: este “apresenta o plano de desocupação que permite a segurança das operações da CDN”. Tal significa que foi criado “um programa que faz o levantamento de todas as intervenções que estão dentro dessa faixa. Para cada caso temos de ter um plano de atendimento”.

Reassentamento deve ser gerido com responsabilidade

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Comunidades reassentadas ao longo do Corredor do Norte

Por seu lado, o governador do Niassa apela à responsabilidade das partes envolvidas. David Malizane afirma que o “governo [provincial] está muito interessado na população” e que o processo deve ser gerido “com muita responsabilidade, porque é a vida da população da província do Niassa que está em causa agora”.

O governador apela igualmente à necessidade de recrutamento de mão-de-obra local, no decurso das obras, como forma de contribuir para o desenvolvimento das comunidades abrangidas.

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