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Rússia: Cerimónia de anexação dos territórios ucranianos
Cerimónia da anexação dos territórios ucranianos pela RússiaFoto: Grigory Sysoyev/AP Photo/picture alliance

Líder ucranianio Zelensky formaliza pedido de adesão à NATO

com agências
30 de setembro de 2022

"Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial" declarou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg. Os EUA anunciaram novas sanções contra Moscovo.

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O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje, em Moscovo, os tratados de anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, apesar da condenação internacional e da Ucrânia.

Os líderes separatistas dos quatro territórios ucranianos, Denis Pushilin (Donetsk), Leonid Pasechnik (Lugansk), Vladimir Saldo (Kherson) e Yevgeny Balitsky (Zaporijia), participaram na cerimónia de assinatura, que teve lugar no Salão de São Jorge, do Grande Palácio do Kremlin, a sede da Presidência russa.

Depois da assinatura, centenas de convidados aplaudiram, enquanto o líder russo apertava a mão aos quatro líderes pró-russos, e o hino russo foi tocado.  A assinatura da anexação das quatro regiões do leste e sul da Ucrânia, que a Rússia controla apenas parcialmente, seguiu-se a um discurso de Putin, que defendeu a "decisão inequívoca" dos cidadãos daqueles territórios, manifestada em referendos não reconhecidos por Kiev nem pela comunidade internacional.

Ucrânia Kiev Volodymyr Selenskyj, Presidente
O Presidente ucraniani Zelensky formalizou pedido de adesão à NATO em reação à anexaçãoFoto: Ukrainian Presidential Press Office/AP Photo/picture alliance

No seu pronunciamento, Putin defendeu que a Rússia atua de acordo com a Carta da ONU, que defende o direito da autodeterminação dos povos.

Putin também apelou à Ucrânia para cessar imediatamente os ataques e comprometeu-se a defender o território russo com todos os meios.

Reações de repúdio

A Ucrânia e quase toda a comunidade internacional já anunciaram que não irão reconhecer a anexação.

Nem mesmo parceiros tradicionais de Moscovo, como a China, Índia e Sérvia, apoiaram a iniciativa de Putin.

Moscoco
A anexação foi celebrada em Moscovo com pompa e circunstânciaFoto: Alexander Zemlianichenko/AP/picture alliance

O Presidente ucraniano Vlodimir Zelensky anunciou, esta sexta-feira (30/09), que apresentou um pedido de adesão formal à aliança ocidental NATO, em regime de urgência.

O secretário-geral daNATO, Jens Stoltenberg, reagiu assegurando hoje que a anexação ilegal pela Rússia de quatro províncias ucranianas, com "uma área aproximadamente do tamanho de Portugal", não altera o compromisso da aliança em apoiar a Ucrânia. 

 "Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial", declarou Stoltenberg em conferência de imprensa. 

O secretário geral da NATO, Jens Stoltenberg
O secretário geral da NATO, Jens Stoltenberg (centro), garante que o Ocidente nunca reconhecerá as anexaçõesFoto: Andre Pain/AFP

O chefe da NATO considerou que a guerra na Ucrânia está num "momento decisivo". Definiu ainda a anexação como "ilegal e ilegítima", e considerou-a "a mais séria escalada" desde o início da guerra. Stoltenberg garantiu que os membros da organização ocidental jamais reconhecerão estas anexações.

EUA anunciam mais sanções 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra funcionários do governo da Rússia.

As sanções impedirão a entrada nos Estados Unidos de 910 pessoas, incluindo membros dos exércitos de Rússia e Belarus. Além disso, 278 funcionários do governo Russo foram sancionados pelo Departamento do Tesouro dos EUA, o que limitará sua capacidade de acessar recursos ou transferir dinheiro para o exterior.

Um grupo de 14 indivíduos também foi sancionado pelo Departamento do Tesouro por envolvimento no comércio e transporte de equipamentos militares e industriais para a Rússia, e o Departamento de Comércio adicionou 57 entidades russas à sua lista de empresas sujeitas a restrições. 

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