Ciclone Idai: Adiamento provável das eleições em Moçambique | Moçambique | DW | 22.03.2019
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Moçambique

Ciclone Idai: Adiamento provável das eleições em Moçambique

A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique propôs adiar as eleições gerais, presidenciais e municipais de outubro para dezembro, devido ao ciclone que devastou o centro do país. A RENAMO não concorda com o adiamento.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz que não há condições para realizar o escrutínio na região centro do país, particularmente pelo ciclone Idai. As cheias e as dificuldades de acesso vão inviabilizar o recenseamento eleitoral, com início marcado para 1 de abril, argumenta a comissão.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) informou a CNE que a normalização das condições de vida das populações nas quatro províncias afetadas não vai ocorrer antes de três meses.

"A data da realização das eleições já está marcada. Se tivermos que mexer, por exemplo, na data do início do recenseamento, vamos ter que mexer com todo o resto do calendário, e isso vai atirar-nos para lá do dia 15 de outubro", disse o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica.

Mosambik Zyklon Idai | Zerstörung und Hilfe

A CNE não acredita que estejam reunidas as condições para iniciar o recenseamento em Abril

RENAMO discorda do adiamento

Dos três maiores grupos políticos moçambicanos, só a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, não concorda com o adiamento. O deputado António Muchanga entende que não se pode adiar o arranque do recenseamento e tem uma sugestão: "Nós achamos que podemos corrigir esse erro, criando condições para que daqui a um mês o recenseamento comece nas zonas que estão seguras, se se chegar à conclusão nessa altura de que as outras zonas não oferecem condições para o processo."

Ouvir o áudio 02:31

Adiamento provável das eleições em Moçambique

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido da oposição, concorda com a proposta da CNE. Mas receia que as eleições não se realizem já este ano. "É necessário dar o tempo para o tecido social se refazer e começar a pensar efetivamente. Mas eu avanço, como MDM, que as eleições não devem ser adiadas para ano seguinte", disse o deputado João Horácio.

CNE promete eleições em 2019

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder, é favorável ao adiamento das eleições para dezembro. O deputado Chakil Abubakar justifica: "Apesar de a incidência ser naquela região há uma implicação mesmo que indireta para o resto do país. É justo repensar na recalendarização deste processo."

O porta-voz da comissão eleitoral, Paulo Cuinica, garante que as eleições serão realizadas ainda em 2019. "Está visto que não é possível adiar eleições este ano. Portanto, é um dado adquirido que teremos eleições este ano".

Conta-se com uma decisão sobre o adiamento das eleições na próxima sessão de trabalhos do Conselho de Ministros.

 

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