Ciclone Eloise: Ajuda alimentar desviada na província moçambicana da Zambézia | Moçambique | DW | 29.01.2021

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Moçambique

Ciclone Eloise: Ajuda alimentar desviada na província moçambicana da Zambézia

Grandes quantidades de produtos alimentares que estavam destinados a apoiar as famílias na província moçambicana da Zambézia desapareceram do armazém. As autoridades governamentais locais exigem a apreensão dos culpados.

Na província moçambicana da Zambézia foram desviadas grandes quantidades de produtos alimentares que iriam ser entregues às vítimas do ciclone Eloise em Inhassunge.

As autoridades administrativas na província garantem que armazenaram muitos produtos alimentares - entre os quais, arroz, feijão e óleo -, para o distrito de Inhassunge, no sul da Zambézia, na altura do ciclone Chalane, em dezembro de 2020.

No último fim de semana, a província e o distrito de Inhassunge voltaram a ser assolados, desta feita, pelo ciclone Eloise. Na sequência, uma equipa das autoridades deslocou-se ao distrito para distribuir os alimentos às famílias mas depararam-se com um armazém desfalcado.

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"No armazém não tem quase nada! É muita tristeza, temos estado a fazer muito esforço e este esforço não é acompanhado por parte dos nossos colegas. Neste momento precisamos de perceber para onde é que foi a comida que fizemos o pré- posicionamento. Enviamos kits para a população. O distrito não fez a distribuição para nenhuma das nossas populações afetadas. Orientamos a polícia para investigar e dar o devido tratamento a todo o pessoal envolvido nesse processo", revelou a secretária do Estado da província, Judith Caetano.

Fiel do armazém entre os suspeitos

Fontes locais apontam o fiel do armazém dos donativos do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Inhassunge como o principal suspeito neste desvio. Este ficou por algumas horas detido mas, mais tarde, foi solto por não ter sido considerada legitima a ordem para a sua detenção, de acordo com uma fonte da polícia.  

Mosambik Zambézia | Spenden | Lurdes Daniel

Lurdes Daniel, diretora regional do INGC

Cláudio de Almeida, o porta-voz da Procuradoria provincial da Zambézia, diz estar atenta ao caso. "Não tenho muita informação em relação a este desvio que está a ocorrer. Existe implicação e estamos a falar de bens que estão a ser alocados para atender a uma situação concreta de calamidade. Por razões que até aplicações jurídicas e vamos considerar isso como uma ação criminal", explicou.

Lurdes Daniel, diretora regional do INGC, também se posicionou sobre o caso. "Em todos os locais antes da época chuvosa nós como INGC temos feito o pré-posicionamento de combustível e de comida em todos os distritos. Nós tínhamos posicionado os alimentos e o distrito de Inhassunge teve esses problemas. Temos de auferir o que é que aconteceu. Tenho uma informação mas não oficial e preciso antes perceber o que aconteceu", explica.

Estima-se que mais de 12 mil pessoas tenham sido severamente afetadas pelo ciclone Eloise, no último fim de semana, na província da Zambézia.

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