Chegada de tropas a Cabo Delgado: Apelo à colaboração das populações | Moçambique | DW | 15.07.2021

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Moçambique

Chegada de tropas a Cabo Delgado: Apelo à colaboração das populações

O governador da província de Cabo Delgado pediu às populações da vila de Quitunda, no distrito de Palma, que colaborem com as forças estrangeiras que vão apoiar o exército moçambicano no combate contra grupos armados.

"Temos de manter este apoio, necessário para que o nosso distrito seja livre deste inimigo", disse Valige Tauabo, falando num encontro com a população da sede do distrito de Palma; que se refugiou na vila de Quitunda após o ataque de 24 de março.

Na sexta-feira (09.07), um contingente de mil homens do Ruanda, destacado para apoiar as forças moçambicanas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado chegou ao país, que também espera a chegada da força conjunta designada pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) a partir de quinta-feira.

O governador da província de Cabo Delgado explicou as comunidades que as forças destes países "parceiros" vão trabalhar com o exército moçambicano.

Mosambik FRELIMO-Kampagne in Cabo Delgado | Valige Tauabo

Governador Valige Tauabo

"Parceiros de cooperação"

"Vamos encontrar as nossas forças, juntamente com estas forças dos nossos parceiros de cooperação", frisou o governante, que considera que a população poderá voltar em breve para a sede do distrito de Palma. "Fez-se um bom controlo e o inimigo está sendo afastado deste nosso distrito", declarou o governante.

O ataque a Palma, junto ao projeto de gás em construção, ocorreu em 24 de março, tendo provocado dezenas de mortos e feridos, sem balanço oficial anunciado.

O distrito acolhia o projeto de exploração de gás natural liderado pela Total, o maior investimento privado em África (da ordem dos 20 mil milhões de euros), entretanto suspenso devido à insegurança na região.

Grupos armados aterrorizam a província desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 732.000 deslocados, de acordo com a ONU.

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