Chade: Opositor na vice-presidência do comité do diálogo inclusivo | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 14.08.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Chade: Opositor na vice-presidência do comité do diálogo inclusivo

Saleh Kebzabo, o principal opositor do regime do ex-PR Idriss Déby, foi nomeado vice-presidente do comité organizador do "diálogo nacional inclusivo", com vista a conduzir o país a eleições presidenciais e legislativas.

Saleh Kebzabo (esq.) e o presidente do Conselho Militar de Transição, Mahamat Idriss Déby Itno

Saleh Kebzabo (esq.) e o presidente do Conselho Militar de Transição, Mahamat Idriss Déby Itno

"Quero que todos os chadianos estejam à volta da mesa para discutir os nossos problemas", afirmou, segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), Kebzabo, que já se candidatou várias vezes à Presidência contra Idriss Déby.

A sua nomeação para o comité do diálogo inclusivo foi oficializada este sábado (14.08) através um decreto.

"Lanço um apelo urgente à oposição armada para que ponha de lado todas as outras considerações. O grande obstáculo, que era Déby, já não está lá. Devemos sentar-nos, olhar-nos nos olhos e dizer a verdade uns aos outros para recomeçarmos sobre novas bases numa estrutura democrática", explicou Kebzabo, estimando que "a rebelião armada minou o Chade durante cerca de 50 anos".

Em maio, dois membros do seu partido juntaram-se ao Governo de transição e Kebzabo reconheceu as autoridades militares no poder.

Assistir ao vídeo 01:09

O mediador dos protestos

"Apelo urgente"

Na terça-feira (10.08), durante um discurso à nação na véspera do Dia da Independência, o presidente do Conselho Militar de Transição (CMT), Mahamat Idriss Déby Itno, filho do antigo chefe de Estado, lançou "um apelo urgente aos político-militares".

"Eles têm a obrigação patriótica de reconsiderar as suas", disse Mahamat Déby, pedindo um "diálogo franco e sincero" com os movimentos político-militares e notou que a comissão organizadora terá de "definir as modalidades práticas e operacionais".

O regime tinha até agora excluído o diálogo com a Frente para a Mudança e Concórdia do Chade (FACT, na sigla em inglês), que lançou uma ofensiva a 11 de abril, dia das eleições presidenciais, durante a qual o Presidente Déby, que tinha governado o país com punho de ferro durante 30 anos, foi morto. O FACT foi então rapidamente repelido.

Condições para o diálogo

Por seu turno, o porta-voz da FACT, Kingabé Ogouzeimi de Tapol, disse à AFP estar a "um passo na direção certa", mas avançou condições prévias para a sua participação no diálogo, incluindo "amnistia geral para todos os político-militares, opositores no exílio e a libertação de todos os nossos ativistas".

No anúncio da morte do Presidente Déby, o seu filho assumiu os títulos de Presidente da República e Chefe Supremo do Exército. Prometeu eleições "livres e democráticas" no final de um período de transição renovável de 18 meses, mas não excluiu a possibilidade de uma prorrogação da transição.

Idriss Déby Itno chegou ao poder em 1990 depois de um golpe de Estado ter derrubado o ditador Hissène Habré. Morreu, em 20 de abril, vítima de ferimentos em combate contra forças rebeldes, um dia depois de ter sido reeleito, com 79,32% dos votos.

Leia mais