Caso de jornalistas Amade Abubacar e Germano Adriano adiado | Moçambique | DW | 24.05.2019
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Moçambique

Caso de jornalistas Amade Abubacar e Germano Adriano adiado

Jornalistas moçambicanos Amade Abubacar e Germano Adriano foram presentes a tribunal, mas a sessão de instrução em que iam participar foi adiada. São acusados de violar segredos de Estado.

O juiz do Tribunal de Pemba, província de Cabo Delgado, norte do país, deveria ter ouvido e questionado na quinta-feira (23.05) dois declarantes que sustentam a acusação do Ministério Público, para depois decidir se os jornalistas Amade Abubacar e Germano Adriano vão a julgamento.

No entanto, as duas pessoas que iriam prestar declarações não compareceram e a sessão foi adiada para segunda-feira, segundo a agência de notícias Lusa.

A diligência está a ser acompanhada por observadores de organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa.

Acusação

Os dois jornalistas da Rádio Comunitária de Nacedje, em Macomia, uma das capitais distritais de Cabo Delgado, retratavam as consequências de ataques de grupos armados na província no início do ano quando foram detidos.

Amade Abubacar passou 108 dias na prisão, foi maltratado, mantido incomunicável e privado de alguns dos seus direitos, segundo relatos do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA Moçambique) e de outras organizações.

Germano Adriano esteve detido 63 dias.

Ambos foram libertados sob termo de identidade e residência em 23 de abril, depois de várias organizações moçambicanas e estrangeiras, bem como especialistas em direitos humanos das Nações Unidas, terem defendido a libertação imediata.

 Ambos são acusados de instigação a crime com uso de meios informáticos e de violar segredos de Estado, num processo que, segundo o MISA, reflete desconhecimento acerca do que é o trabalho jornalístico.

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