Caravana da Anadarko atacada em Cabo Delgado | Moçambique | DW | 22.02.2019
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Moçambique

Caravana da Anadarko atacada em Cabo Delgado

Um grupo desconhecido atacou esta quinta-feira uma caravana da petrolífera norte-americana Anadarko, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Quatro pessoas ficaram feridas, mas não correm perigo de vida.

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Ataque ocorreu quando a caravana da Anadarko seguia para Palma (na foto)

O ataque ocorreu por volta das 16:50, quando a caravana seguia para o acampamento da multinacional em Palma, que continuava retida no local sob escolta das Forças Armadas de Defesa e Segurança, informou à Lusa fonte ligada à empresa e que integrava a caravana.

O grupo desconhecido, que integrava cerca de 15 homens, vestidos de preto, disparou contra a caravana, tendo ferido quatro pessoas, e obrigado os carros a seguirem caminhos diferentes, acrescentou a fonte.

"O nosso carro ficou retido na estrada, porque há informações de que eles estão espalhados por aqui. As Forças de Defesa chegaram", explicou na altura a fonte, acrescentando que os feridos estavam a ser assistidos por médicos na ambulância da caravana.

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A petrolífera norte-americana Anadarko disse que as quatro pessoas feridas não correm perigo de vida. "Não correndo perigo de vida, quatro pessoas encontram-se a receber tratamento para ferimentos", refere um comunicado da empresa enviado hoje à Lusa.

A petrolífera acrescenta que está em contacto com as autoridades governamentais para assegurar medidas necessárias para a proteção dos colaboradores do projeto. "A segurança, proteção e bem-estar das nossas pessoas é sempre a nossa principal prioridade", refere a empresa, acrescentando que continuam a acompanhar a situação e oportunamente trará mais elementos.

A Lusa contactou o porta-voz da Polícia moçambicana em Cabo Delgado, Augusto Guta, que disse não ter conhecimento sobre o assunto, reservando eventuais declarações para mais tarde.

Primeiro ataque a alvos de empresas

Este é o primeiro ataque conhecido a alvos de empresas envolvidas nos projetos de gás na bacia do Rovuma desde a eclosão, em outubro de 2017, da violência armada em Cabo Delgado.

A onda de violência em Cabo Delgado eclodiu após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes desde há dois anos.

Depois de Mocímboa da Praia já houve vários ataques que se suspeita estarem relacionados com o mesmo tipo de grupo, sempre longe do asfalto e fora da zona de implantação das fábricas e outras infraestruturas das empresas petrolíferas que vão explorar gás natural.

A petrolífera Anadarko já havia anunciado à Lusa que as obras estavam a decorrer com "segurança reforçada", devido a proximidade dos ataques anteriores.

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