Candidato da RENAMO em Maputo notificado pela Procuradoria | Moçambique | DW | 07.08.2018
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Moçambique

Candidato da RENAMO em Maputo notificado pela Procuradoria

Procuradoria de Maputo notificou Venâncio Mondlane por alegado crime de injúria e difamação. O cabeça de lista da RENAMO na capital moçambicana diz que querem "denegrir a sua imagem", porque a sua candidatura incomoda.

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Venâncio Mondlane trocou recentemente a camisola do MDM pela da RENAMO

O cabeça de lista da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição moçambicana, diz que está tranquilo sobre o processo que foi movido contra si. O político foi notificado na passada quinta-feira (02.08), nos termos do artigo 251 do Código do Processo Penal, pela Procuradoria da Cidade de Maputo, que acusa Venâncio Mondlane de injúria e difamação contra uma pessoa não identificada.

O antigo deputado do Movimento para a Mudança Democrática (MDM), terceira força política do país, presume que o caso tenha a ver com a denúncia que fez, no ano passado, sobre a venda de um campo de futebol, nos subúrbios de Maputo, entretanto devolvido.

"Há uma denúncia em setembro de 2017, que tem um abaixo-assinado de cinco bairros, que solicita a responsabilização criminal e disciplinar daqueles que venderam o campo por três milhões de dólares", explica. Também se exigia a reposição das condições originais do campo, mas "a Procuradoria não respondeu a essa ação movida por cinco bairros", sublinha.

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Venâncio Mondlane: "A minha candidatura preocupa algumas pessoas"

"Tem que ver com o campo de futebol da Codal e nas minhas intervenções citei o nome de três pessoas. O mais provável é que tenha a ver com isto", deduz Mondlane, que é conhecido nos centros urbanos de Moçambique pela sua retórica.

O candidato da RENAMO diz que, se for esse o caso, fica "satisfeito" porque é uma grande oportunidade "para que aquilo que queria que fosse esclarecido seja finalmente esclarecido e venha a público".

Venâncio Mondlane disse ainda que depois de denunciar a venda ilegal do referido campo de futebol, a Procuradoria devia antes tentar perceber os contornos daquele negócio. "Quem vai prestar serviço à ordem e segurança devia ser acarinhado, protegido a acalentado pelo Estado, mas é perseguido e preso pelo Estado", lamenta.

Candidatura "preocupa algumas pessoas"

O cabeça de lista acredita que o que está acontecer terá sido motivado pela sua candidatura ao município de Maputo, nas eleições autárquicas de 10 de outubro. "Para se usar um instrumento de Estado de grande importância para a estabilidade de uma nação, para se usar isso contra mim, só posso deduzir que, de facto, a minha candidatura deve estar a preocupar algumas pessoas", conclui.

Para o analista político Tomás Vieira Mário, esta acusação contra Venâncio Mondlane não deve preocupar nem o Estado nem os políticos. "Não deve ser factor de alarme. São indivíduos que ele terá difamado, que teria ofendido o seu bom nome, a sua reputação. Portanto, no plano individual são processos muitos fáceis", afirma.

Tomás Vieira Mário considera que este crime de difamação não irá manchar a imagem do cabeça de lista da RENAMO: "Correm os trâmites normalmente, não acho que seja um caso que pode ir por aí além, porque nem se sabe em que consiste essa difamação".

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