Cabo Verde perto de dizer adeus à malária | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 11.12.2013

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Internacional

Cabo Verde perto de dizer adeus à malária

Os casos de malária recuaram em um terço em África e Cabo Verde será o primeiro dos PALOP a eliminar a malária, segundo relatório da OMS. Moçambique e Angola estão no bom caminho, mas ainda com desafios pela frente.

Amostras de sangue do Centro de Investigação de Saúde da Manhiça em Moçambique

Amostras de sangue do Centro de Investigação de Saúde da Manhiça em Moçambique

A Organização Mundial da Saúde e a Parceria Fazer Recuar a Malária divulgaram esta quarta-feira (11.12.), em Nova Iorque e Genebra, um relatório no qual sublinham que a malária recuou de 29% no mundo.

Em África o recuo foi de 31%, e 3 milhões e trezentas mil pessoas, a maioria crianças menores de cinco anos, foram salvas, ou seja, 45% de pessoas deixaram de morrer no mundo de malária e 49% em África, nestes últimos 10 anos.

Contribuíram para isso a utilização de redes mosquiteiras com inseticida, de medicamentos preventivos e dos novos testes rápidos para dignosticar a presença do parasita.

Entretanto, esse avanço poderá ser comprometido se não aumentarem os recursos necessários ao combate do parasita e do mosquito vetor. São precisos 5,1 mil milhões de dólares, mas os recursos disponíveis chegam a apenas 2,5 mil milhões.

Moskitonetz

Em muitos países africanos as redes mosquiteiras são distribuídas gratuitamente

Cabo Verde livre em breve

Embora Moçambique e Angola tenham feito alguns avanços no combate à malária, ao que tudo indica, Cabo Verde será o primeiro país de língua portuguesa em África a eliminar a doença.

Robert Newman, diretor do Programa Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra a malária, que já viveu em Moçambique e Angola explica em que fase está o arquipélago: "Cabo Verde está muito perto. Fez muitos avanços contra a malária nestes últimos anos: Então está a entrar nessa fase da eliminação da doença."

Quanto a outros Países Africanos de Língua Portuguesa, PALOP, Robert Newman diz: "Podemos dizer que Moçambique e outros países lusófonos em África fizeram progressos, sem dúvida, houve uma expansão de redes mosquiteiras. Em Moçambique e Angola também houve um bom acesso ao dignóstico e tratamento, mas são países que têm ainda desafios bastante grandes."

Forschungszentrum für Gesundheit von Manhica

O Centro de Pesquisa de Saúde da Manhiça, em Moçambique, pesquisa vacina contra a malária

Resistência aos medicamentos

A luta contra a malária enfrenta o problema da resistência do mosquito vetor aos inseticidas, como já ocorre em alguns países africanos: "Então, o problema de resistência é algo muito sério. No passado tivemos medicamentos muito úteis como a cloroquina, mas hoje em dia ela não funciona mais na maioria dos países onde há malária."

Relativamente a artemisinina (um outro medicamento contra a malária) ainda corre tudo bem no continente, mas já há relatos de resistência noutros lugares: "Agora temos medicamentos, combinações baseadas na artemisinina, mas temos as primeiras indicações de resistência a este medicamento na Ásia. Felizmente ainda não temos problemas com este medicamento em África."

Entretanto, Robert Newman não vê grande risco para a Europa com o aquecimento climático porque os mosquitos vetores sempre existiram na Europa.

A solução para se eliminar a malária seria encontrar-se uma boa vacina, diz o colaborador da OMS: "Temos uma vacina que está na fase de desenvolvimento, em ensaio clínico em África, que vai terminar em 2014. O nome dela é RTSS, e na OMS estamos prontos para rever todos os resultados dos testes clínicos em 2015 e vamos ver qual é a recomendação para os países africanos onde a vacina foi testada sobre a utilização no futuro."

Ouvir o áudio 03:21

Cabo Verde perto de dizer adeus a malária

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