Cabo Delgado regista dois ataques a aldeias em três dias | Moçambique | DW | 09.09.2018
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Moçambique

Cabo Delgado regista dois ataques a aldeias em três dias

Informação foi divulgada este sábado (08.09). Ataque a aldeia no distrito de Macomia teria acontecido na sexta-feira (07.09). Na quarta-feira (05.09), outro ataque havia sido registado em aldeia de Mocímboa da Praia.

Mosambik, Macomia: Mucojo village had houses destroyed by armed groups
(Privat)

Mucojo, também no distrito de Macomia, foi alvo de ataques em junho deste ano

Um grupo de homens armados incendiou a aldeia de Ilala, na noite da passada sexta-feira, disse à agência Lusa fonte das autoridades.

O grupo desconhecido, com cerca de uma dezena de pessoas, entrou a pé na aldeia, pertencente ao posto administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, pelas 21h, e começou a deitar combustível e a atear fogo às casas de construção precária, segundo informação divulgada pela agência Lusa.

Toda a população fugiu e não houve vítimas, de acordo com relatos de residentes.

De acordo com os mesmos relatos, dezenas de casas terão sido destruídas, e poucas escaparam ao fogo.

O ataque aconteceu depois de um outro, registado na quarta-feira (05.09) pelas 22h, feito ao centro de saúde em construção numa outra aldeia da região, Malinde, situada junto à costa no, disse fonte das autoridades à Lusa.

Além dos danos materiais, não houve vítimas a registar.

Ataques

Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada a quase dois mil quilómetros a norte de Maputo, têm sido atacadas por desconhecidos, desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos, na ordem das dezenas, e um número ainda maior de deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação, nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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