Cabo Delgado: Polícia recomenda que eleitores não andem sozinhos | Moçambique | DW | 14.10.2019
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Moçambique

Cabo Delgado: Polícia recomenda que eleitores não andem sozinhos

Eleições acontecem numa altura em que Cabo Delgado é alvo de ataques armados de insurgentes, situação que poderá excluir mais de cinco mil eleitores inscritos nessas zonas. Polícia garante reforço da segurança.

Cerca de 5.400 eleitores poderão não exercer o seu direito de voto em Cabo Delgado

Cerca de 5.400 eleitores poderão não exercer o seu direito de voto em Cabo Delgado

Em Cabo Delgado, a Polícia da República de Moçambique (PRM) diz ter reforçado as medidas de segurança nas regiões onde desde 2017 têm ocorrido, com alguma frequência, ataques armados de insurgentes, com vista a proteger os eleitores de qualquer tentativa de distúrbios.

Ainda assim, Vicente Dino Chicote, comandante provincial da PRM em Cabo Delgado, exorta os eleitores das aldeias com potencial de ocorrência de ataques a adotarem algumas medidas de segurança, como por exemplo evitar dirigir-se aos postos de votação individualmente.

"Nas zonas afetadas por malfeitores, gostaríamos que [as populações], ao saírem das suas aldeias, aquelas que estão um pouco distantes das mesas de votação, andem em conjunto, não podem andar isoladamente. Gostaríamos que andassem em grupos maiores ou acima de cinco pessoas, isso para a sua própria segurança", recomenda.

A Comissão Provincial de Eleições em Cabo Delgado diz que estão criadas todas as condições para a ida às urnas, embora permaneçam dúvidas sobre o funcionamento de algumas mesas de votação em distritos assolados pela instabilidade, nomeadamente Quitarajo, Mwangaza e Maculo, em Mocímboa da Praia.

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Cabo Delgado: Polícia pede que eleitores não andem sozinhos

"Neste momento não se pode dizer que sítio x ou y não haverá votação, porque dependerá de como vai ser amanhã", disse Albino Pariela, presidente da Comissão Provincial de Eleições."

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) em Cabo Delgado também fala em reforço da segurança policial. "É de lei: um polícia por cada mesa de votação, mas em algumas zonas há um incremento, em colaboração com os comandos distritais, tendo em conta o nível de segurança que é necessário para esse loca", anunciou Cassamo Camal, diretor do STAE na província.

Vigilância redobrada

Alguns partidos políticos apelaram aos seus apoiantes, durante a campanha eleitoral, para redobrarem a vigilância através da permanência nos locais de votação mesmo depois de exercer o seu direito de voto.

Mas a polícia em Cabo Delgado já deixou claro não vai tolerar essa prática. "Não queremos que alguém que tenha exercido o seu direito de voto permaneça nos arredores das mesas de votação. Alguém que votou é para regressar a casa ou, se quiser esperar os resultados em comunidade, vá para as sedes dos partidos", disse o comandante Vicente Dino Chicote.

Mais de 12 milhões de eleitores moçambicanos são chamados às urnas esta terça-feira (15.10), para escolher pela sexta vez o Presidente da República, o Parlamento e, pela primeira vez, os governadores provinciais. Em Cabo Delgado, os órgãos eleitorais inscreveram um milhão, 180 mil eleitores, que serão distribuídos por 1860 mesas de votação.

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