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ConflitosÁfrica do Sul

Maputo deve resolver causas do conflito em Cabo Delgado

Lusa
14 de dezembro de 2020

A chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, apelou hoje às autoridades moçambicanas a resolverem as 'causas' da violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, que já causou mais de 2.000 mortos.

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Mosambik, Cabo Delgado: Soldat in Naunde
Soldado moçambicano numa aldeia destruída pelos insurgentesFoto: Borges Nhamire

A ministra das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, após um encontro com jornalistas em Pretória, disse nesta segunda-feira (14.12) que "silenciar as armas nessas situações requer lidar com as raízes do conflito, que invariavelmente incluem défices de governação, abusos de direitos humanos e contestação de recursos".

A governante sul-africana, que falava sobre as relações diplomáticas de Pretória na região e no mundo nos últimos 12 meses, adiantou que a recente cimeira da União Africana (UA), presidida pela África do Sul, "decidiu que o papel dos interesses estrangeiros nos conflitos necessita de maior atenção".

"Dito isto, e apesar do impacto negativo da pandemia de Covid-19, o continente [africano] ainda apresenta enormes oportunidades económicas para investidores internacionais e sul-africanos, particularmente nos setores da mineração, agricultura e agronegócio, telecomunicações, infraestruturas, hotelaria e turismo", frisou Naledi Pandor.

Naledi Pandor und Peter Frankenberg
Naledi Pandor (esq.)Foto: Wolfram Scheible / SAP AG

Estabilidade na região

"É importante maximizar essas oportunidades, pois a construção da economia regional é um fator chave para a paz e a estabilidade", adiantou.

Além de Cabo Delgado, a governante sul-africana destacou também as situações da Líbia, da região do Sahel, do Sudão do Sul e da República Democrática do Congo, onde, disse, "há demasiadas pessoas a viverem em situação de instabilidade, violência e conflito".

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

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