Cabo Delgado: ″Estamos prontos para ajudar″, diz ministra sul-africana | Moçambique | DW | 03.09.2020

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Moçambique

Cabo Delgado: "Estamos prontos para ajudar", diz ministra sul-africana

Ministra dos Negócios Estrangeiros diz que África do Sul está pronta para ajudar se o vizinho solicitar. Naledi Pandor esclareceu que a SADC aguarda resposta sobre o plano de ação que solicitou ao Governo moçambicano.

A África do Sul está pronta para ajudar Moçambique a combater os grupos armados que aterrorizam as comunidades da província de Cabo Delgado. Segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros Naledi Pandor, a África do Sul pode disponibilizar seus serviços de inteligência e forças militares, mas o vizinho teria de solicitar ajuda.

Grupos armados com alegada ligação como o "Estado islâmico" intensificaram ataques em Moçambique nos últimos meses, causando incertezas sobre os negócios de grandes empresas no norte de Moçambique e preocupação a governos de outros países da África Austral.

Segundo a agência Reuters, Pandor disse a uma comissão parlamentar sul-africana que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) pediu a Moçambique que fornecesse um plano sobre a assistência que deveria necessitar. O plano seria deliberado antes que fosse adotada qualquer ação por parte dos países vizinhos a Moçambique.

"Se for apoio de inteligência, se for para a marinha sul-africana patrulhar a costa, se for auxílio das nossas forças de defesa... Nós, como África do Sul, estamos prontos, mas devemos ter essa indicação do Governo de Moçambique", disse Pandor.

Naledi Pandor und Peter Frankenberg

Ministra Naledi Pandor (esq.) num seminário na Alemanha

Soberania em jogo

A ministra sul-africana salientou que Moçambique é um país soberano e, se precisar de assistência, solicitará. "Mas se a África do Sul deve saltar para Moçambique sem qualquer pedido do país, sem qualquer indicação sobre onde precisa de ajuda? Não tenho certeza se podemos fazer isso", acrescentou.

A província de Cabo Delgado tem sido palco de violentos ataques de grupos armados desde 2017, mas a intensidade das ocorrências aumentou, inclusive com a tomada de cidades-chave por breves períodos, e alvos militares ou estratégico a serem cada vez mais atingidos.

"O surgimento desse conflito é uma reversão preocupante da paz que caracteriza a SADC há alguns anos. Moçambique tem relação intensa com os países da região, e estamos todos a analisar como podemos ajudar", salientou.

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