Burkina Faso: Marcha para denunciar o terrorismo e a presença estrangeira | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 13.10.2019

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Internacional

Burkina Faso: Marcha para denunciar o terrorismo e a presença estrangeira

Este sábado (12.10), uma multidão de cerca de mil pessoas marchou na capital Ouagadougou, depois que pelo menos 15 pessoas morreram em ataque a mesquita no norte do Burkina Faso.

Burkina Faso Symbolbild Sicherheitskräfte

Forças de Segurança do Burkina Faso

Uma multidão de cerca de mil pessoas marchou na capital Ouagadougou "para denunciar o terrorismo e a presença de bases militares estrangeiras em África", este sábado.

"O terrorismo tornou-se agora um pretexto ideal para instalar bases militares estrangeiras em nosso país", disse Gabin Korbeogo, um dos co-organizadores da marcha.

"Os exércitos francês, americano, canadense, alemão e outros já pisaram em nossa sub-região, a dizer que querem combater o terrorismo. Mas, apesar dessa presença maciça, os grupos terroristas estão a se fortalecer," criticou.   

Ataque à mesquita

O ataque à Grande Mesquita na cidade de Salmossi, na noite de sexta-feira (11.10), que deixou pelo menos 15 mortos e levou muitos  moradores a fugir da localidade, ressalta as dificuldades enfrentadas pelo país em sua batalha contra os jihadistas.

Uma fonte disse que 13 pessoas morreram no local e três sucumbiram aos ferimentos. Dois dos feridos estão em estado crítico.

"Desde esta manhã, as pessoas começaram a fugir da área", disse um morador da cidade vizinha de Gorom-Gorom.

Ele disse que houve um "clima de pânico, apesar dos reforços militares" que foram implantados após o ataque mortal.

Embora atingidos pela violência jihadista, muitos burquinenses se opõem à presença de tropas estrangeiras em seu território, notadamente da França.

Situação de insegurança

Até 2015, o Burkina Faso foi amplamente poupado à violência que atingiu o Mali e depois o Níger, seus vizinhos ao norte.

Mas os jihadistas - alguns ligados à Al-Qaeda, outros ao chamado Estado Islâmico - começaram a infiltrar-se no norte, depois no leste, e depois puseram em perigo as fronteiras sul e oeste do país.

Combinando táticas de atropelamento e fuga da guerrilha com minas e atentados suicidas, os insurgentes já mataram quase 600 pessoas, de acordo com uma compilação da agência noticiosa francesa AFP.

Os grupos da sociedade civil estimam o número em mais de 1.000, e os ataques não ocorrem quase diariamente.

A França tem uma força de 200 homens no Burkina Faso, mas também intervém frequentemente no âmbito da sua operação regional Barkhane.

Quase 500 mil pessoas fugiram de suas casas por causa da violência, segundo a agência de refugiados da ONU, que alertou para uma crise humanitária que afeta 1,5 milhão de pessoas.

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