Brasil quer cooperar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado | Moçambique | DW | 24.09.2021

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Moçambique

Brasil quer cooperar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado

Ministra Verónica Macamo tem reunião de trabalho com homólogo brasileiro Carlos França à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. Governo brasileiro anuncia interesse de cooperação via redes sociais.

O Governo brasileiro informou esta quinta-feira (23.09) que está "disposto a cooperar" para o fortalecimento das forças moçambicanas que enfrentam o terrorismo na província de Cabo Delgado, no norte daquele país africano.

A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil na rede social Twitter, onde foram partilhadas fotografias de um encontro entre o chefe da diplomacia brasileira, Carlos França, e a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Moçambique é um dos principais parceiros de cooperação técnica do Brasil. Os 'chanceleres' conversaram sobre comércio e investimentos, cooperação em saúde e coordenação em órgãos multilaterais", acrescentou a tutela no Twitter. "Símbolo dessa relação benéfica a nossos povos foi a doação brasileira de 100 mil euros ao Programa Mundial de Alimentos em Moçambique, em junho último, com o objetivo de fortalecer a segurança alimentar na província de Cabo Delgado", concluiu o executivo brasileiro, presidido por Jair Bolsonaro.

Apesar de a comitiva de Jair Bolsonaro já ter regressado ao Brasil após a participação na 76.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro Carlos França continuou em território norte-americano, onde deverá permanecer até esta sexta-feira, tendo-se reunido com governantes do Peru, com quem discutiu a cooperação no combate à pandemia, incluindo a produção local de vacinas e campanhas de vacinação na Amazónia, ou da Costa Rica, que resultaram num memorando de entendimento sobre o estabelecimento de mecanismo de consultas políticas. 

A província de Cabo Delgado é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns dos ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.  O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

Assistir ao vídeo 02:12

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