Brasil: Campanha presidencial arranca com Lula da Silva | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 16.08.2018
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Internacional

Brasil: Campanha presidencial arranca com Lula da Silva

O Brasil inicia esta quinta-feira (16.08) a campanha que elegerá o próximo Presidente. Lula da Silva, preso desde abril, está entre os candidatos. Entretanto, a PGR já pediu a impugnação da candidatura do ex-Presidente.

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Apoiantes de Lula da Silva durante manifestação em Brasília, após a o anúncio da sua candidatura

A jornada eleitoral se estenderá até o dia 7 de outubro com 13 candidatos disputando a Presidência, inclusive o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), que está preso em Curitiba desde 7 de abril, condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão no processo do triplex do Guarujá.

Enquanto a campanha ocorre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve publicar em edital todos os pedidos de registo de candidatura. No entanto, na noite da última quarta-feira (15.08) - mesmo dia em que o PT registou a candidatura do ex-Presidente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já se adiantou e pediu a impugnação da candidatura de Lula, registada no TSE.

Na petição apresentada ao tribunal, Raquel Dodge defende que Lula é "inelegível" porque foi condenado por um tribunal de segunda instância, de acordo com um comunicado publicado na página da internet do Ministério Público.

"Probabilidade de Lula não ser candidato é elevada"

Na avalição do cientista do politico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Peres, a partir de agora a Justiça Eleitoral irá tomar as providências necessárias para evitar que o nome de Lula alcance o registo nas urnas.

Brasilien - Raquel Dodge

Raquel Dodge, procuradora-geral da República do Brasil

"Apesar de que a Justiça eleitoral e, se for necessário, o Supremo Tribunal Federal provavelmente tomarão uma decisão rápida para evitar, inclusive, que o nome de Lula apareça nas urnas, ou que isso se arraste de tal modo que ficaria difícil não causa algum tipo de comoção social”, diz o cientista político, acrescentando que "a probabilidade de Lula da Silva não ser candidato pelo PT é extremamente elevada".

O TSE tem até o dia 17 de setembro para analisar os pedidos de impugnação e qualquer decisão que for tomada permite recurso ao tribunal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Imagem forte

Para Paulo Peres, mesmo com este cenário político conturbado, a imagem do ex-Presidente Lula, tanto no Brasil quanto no exterior é forte e significativa dentro e fora do PT.

"O Lula está tendo uma grande exposição nos meios de comunicação nacionais e internacionais. Então, isso, obviamente, ajuda a consolidar a sua imagem. Ele já é alguém que tem uma imagem bastante consolidada numa parte importante do eleitorado, mesmo o PT tendo sofrido desgastes nesses últimos anos diante das denúncias de corrupção".

Brasilien Solicamp für ex-Präsident Lula da Silva in Curitiba

Manifestantes pedem a libertação do ex-Presidente na sede da Polícia Federal, em Curitiba

Já na opinião do cientista político e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Hermílio Santos, a ausência do ex-Presidente Lula na corrida presidencial não representa uma ameaça à democracia.

"Muitíssimo ao contrário", argumenta Hermílio Santos, "o que nós temos é uma pessoa que foi condenada, e essa condenação foi reafirmada por inúmeros juízes federais, em diferentes instâncias, então é uma coisa previsível".

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Brasil: Campanha presidencial arranca com Lula da Silva

Campanha

A partir desta quinta-feira será permitida a realização de propaganda eleitoral em comício, carreata, distribuição de material impresso e propaganda na internet, desde que não paga, como sites próprios. Já na televisão e no radio, a propaganda política só começa no dia 31 de agosto.

Os candidatos à Presidência do Brasil são Álvaro Dias, do Podemos, Cabo Daciolo, do Patriota, Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

Também são candidatos Henrique Meirelles, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), João Amoêdo, do Novo, João Goulart Filho, do Partido Pátria Livre (PPL), José Maria Eymael, do Democracia Cristã (DC), Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, e Vera Lúcia, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

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