Ataque do ″Estado Islâmico″ deixa 13 mortos na Nigéria | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 11.01.2021

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Internacional

Ataque do "Estado Islâmico" deixa 13 mortos na Nigéria

Treze soldados nigerianos foram mortos durante uma emboscada do grupo extremista "Estado Islâmico" no Estado de Yobe, no nordeste da Nigéria. Desde 2016, conflito deixou 36 mil mortos e mais de 2 milhões de deslocados.

Nigeria Soldaten patrouillieren in Tungushe

Soldados patrulham vilarejo de Tungushe em ataque semelhante ocorrido em outubro

Os membros do grupo Estado Islâmico da África Ocidental (Iswap) dispararam contra um comboio de veículos militares durante uma emboscada localizada perto da cidade de Gazana, 30 quilómetros de Damaturu, a capital do Estado. O ataque ocorreu no sábado, mas foi divulgado nesta segunda-feira (11.01) pelas autoridades.

Os atacantes usaram armas ligeiras e lança-foguetes. "Nós perdemos 13 soldados nesta emboscada e vários ficaram feridos", disse à AFP um oficial militar das forças governamentais.

Os veículos dirigiam-se para uma base do Exército situada na cidade de Buni Yadi, a 50 quilómetros de Damaturu, informou uma segunda fonte militar que transmitiu o mesmo número de mortos.

"Os confrontos foram ferozes e os terroristas também sofreram baixas", acrescentou a fonte sem fornecer a identidade dos extremistas islâmicos abatidos.

Nigeria Islmischer Staat in West Afrika ISWAP Truck

Iswap é oriundo de facção do Boko Haram

A região de Buni Yadi é um dos bastiões do Iswap, onde leva a cabo regularmente ataques contra militares e viajantes civis. Os radicais islâmicos deslocam-se no perímetro de Buni Yadi, num campo situado nas florestas de Benisheikh, no Estado vizinho de Borno. 

São frequentes os confrontos entre os extremistas islâmicos e as tropas nigerianas. Desde 2009, o nordeste da Nigéria e em particular o Estado de Borno, é alvo de ataques dos radicais islâmicos do grupo Boko Haram.

Em 2016, o grupo Boko Haram dividiu-se em duas fações: uma dirigida por Abubakar Shekau e a outra, o Iswap, ligado ao grupo Estado Islâmico. Desde o início do conflito morreram 36 mil pessoas e mais de dois milhões de civis tiveram de abandonar os locais onde viviam.

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