Argélia: Presidente Bouteflika vai demitir-se antes de 28 de abril | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 01.04.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Argélia: Presidente Bouteflika vai demitir-se antes de 28 de abril

Chefe de Estado argelino, Abdelaziz Bouteflika, vai renunciar ao poder antes do fim constitucional do seu mandato, a 28 de abril, anunciou esta segunda-feira a Presidência argelina, num comunicado oficial.

Argélia já foi palco de várias manifestações contra um quinto mandato de Bouteflika, de 82 anos

Argélia já foi palco de várias manifestações contra um quinto mandato de Bouteflika, de 82 anos

O Presidente da Argélia irá tomar "medidas para garantir a continuidade do funcionamento das instituições do Estado durante o período de transição", indicou a nota informativa citada pela agência noticiosa estatal APS, precisando que a renúncia "ocorrerá antes de 28 de abril de 2019".

O comunicado presidencial não avançou, no entanto, a data concreta da renúncia, nem quais serão as "decisões importantes" que serão tomadas por Abdelaziz Bouteflika.

Desde finais de fevereiro, a Argélia tem sido palco de várias manifestações que foram inicialmente convocadas contra a candidatura a um quinto mandato de Bouteflika, de 82 anos e debilitado devido a um AVC em 2013.

Contestação popular inédita

Face a uma contestação popular inédita desde a sua eleição para a chefia do Estado há 20 anos, Bouteflika desistiu, a 11 de março, de disputar um quinto mandato presidencial, mas propôs um plano alternativo.

Abdelaziz Bouteflika decidiu então prolongar o atual mandato ao adiar as presidenciais 'sine die' até que fosse realizada uma "Conferência Nacional", que deveria elaborar uma nova Constituição. As presidenciais na Argélia estavam inicialmente previstas para 18 de abril.

Assistir ao vídeo 01:57

Top 5 África: Os Presidentes mais velhos

Tanto a oposição como a sociedade civil argelinas rejeitaram este plano, argumentando que ele permitia que Bouteflika se mantivesse no poder sem eleições, além do final constitucional do seu mandato a 28 de abril. 

O plano também foi rejeitado de forma categórica pelos manifestantes nas ruas, cuja mobilização não enfraqueceu nas últimas semanas.

Abdelaziz Bouteflika ficou ainda mais isolado nos últimos dias quando o chefe do Estado-Maior do exército argelino e até à data um aliado do líder argelino, o general Ahmed Gaid Salah, pediu que o Presidente fosse declarado inapto para exercer as suas funções devido à sua "doença grave e duradoura".

Segundo a Constituição argelina, a partir do momento que a renúncia de Bouteflika seja formalizada, será o presidente do Conselho da Nação (a câmara alta do Parlamento), Abdelkader Bensalah, de 77 anos, que irá assegurar a Presidência interina durante um período máximo de 90 dias durante o qual serão organizadas eleições presidenciais.

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados