Angola: UNITA volta a pedir autárquicas em todo o país | NOTÍCIAS | DW | 07.03.2020

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NOTÍCIAS

Angola: UNITA volta a pedir autárquicas em todo o país

Na abertura do ano político do partido no Huambo, dirigentes da UNITA apelaram à realização simultânea, em todos os municípios, das primeiras eleições autárquicas angolanas.

O secretário nacional para os Antigos Combatentes Desmobilizados, Auto-suficiência e Treinamento Doutrinário da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Abílio Kamalata Numa, defendeu na manhã  deste sábado (07.03), na cidade do Huambo, a realização simultânea, em todos os municípios, das eleições autárquicas em Angola.

O dirigente partidário, que falava na abertura do ano político da UNITA no Huambo, sublinhou que o princípio da igualdade dos cidadãos estabelecido na Constituição deve ser cumprido. "O cidadão da Ingombota é igual ao cidadão do Lumbala Kaquengue, são iguais", afirmou. "Se alguém discriminou durante a administração pública aquele cidadão do Lumbala Kaquengue, que seja responsabilizado civil e criminalmente, porque todos temos os mesmos direitos".

O ato da abertura do ano político da UNITA no Huambo foi antecedido de uma marcha que juntou milhares de militantes do partido oriundos dos nove municípios da província sob lema "Realização das eleições autárquicas em todos os municípios em simultâneo".

Angola UNITA in Huambo Abgeordnete

Eduardo Ndumba, Adriano Sapinãla, Paulo Lukamba "Gato" e Abílio Kamalata Numa, na abertura do ano político da UNITA no Huambo

Outras lutas, outros desafios

Falando para o interior do seu partido, o político apelou à unidade dos militantes na província do Huambo, tendo em vista os próximos desafios políticos que irão exigir do partido do Galo Negro maior entrosamento, se quiser triunfar.

Numa garantiu apoio político ao secretariado da UNITA no Huambo e frisou que "a conquista das eleições autárquicas vai exigir do partido organização e trabalho, visando a conquista de espaços que levarão à vitória".

Na visão de Kamalata Numa, o país e a UNITA vivem variáveis tóxicas, com a luta contra corrupção, a crise económica, a queda do preço do petróleo no mercado internacional, a pobreza extrema, o desemprego e a transição de liderança no maior partido da oposição, factores que, se não forem tratados com cuidado, diz o dirigente, podem gerar conflitos.

O dirigente aproveitou também para lembrar que é responsabilidade da UNITA reconhecer todos aqueles que deram toda a sua juventude em prol da causa do partido: "Na medida em que vamos saindo do palco da luta, um partido responsável não pode desrespeitar as suas gerações passadas".

Por seu lado, o secretário da UNITA no Huambo, Jonas Alcino, classificou como estável o cenário político na província, sublinhando a boa convivência e cooperação dos diferentes partidos políticos representados no Huambo.

O dirigente teceu, no entanto, duras críticas ao atual cenário económico e social da província que, na visão da UNITA, se caracteriza pela falta de investimentos, apesar das potencialidades económicas.

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