Angola: Professores universitários suspendem greve por 30 dias | Angola | DW | 05.04.2022

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Angola

Angola: Professores universitários suspendem greve por 30 dias

Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (Sinpes) de Angola suspendeu por 30 dias a greve, que dura há três meses. Mas admitiu retomar a paralisação caso o Governo não aceite uma nova proposta salarial.

Manifestação de estudantes em apoio aos professores universitários em Luanda

Manifestação de estudantes em apoio aos professores universitários em Luanda

Segundo anunciou esta terça-feira (05.04) o secretário-geral do Sinpes, Eduardo Peres Alberto, a suspensão da greve por 30 dias, entre 5 de abril e 5 de maio próximo, foi deliberada em assembleia realizada na sexta-feira passada, em Luanda.

"Na assembleia rejeitámos também a proposta do Presidente da República de aumento salarial de 6% e aprovámos uma nova proposta que vai de 2,6 milhões de kwanzas (5,2 mil euros) para o professor catedrático e 1,5 milhões de kwanzas (3 mil euros) para o professor assistente estagiário", afirmou hoje o sindicalista, em declarações à agênia de notícias Lusa.

A greve, que teve início em 3 de janeiro passado, está suspensa por trinta dias, mas, observou o professor universitário, "se o Governo não atender a nova proposta salarial" a greve será retomada "por tempo indeterminado a partir de 09 de maio".

"E também suspendemos atendendo ao clamor os estudantes, é um sinal de que não somos radicais, é uma obrigação do Estado garantir o bem-estar para quem trabalha, daí a necessidade da boa vontade política por parte do Governo", realçou o líder do Sinpes.

Assistir ao vídeo 05:01

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Reivindicações dos professores universitários

Aumento salarial, melhores condições laborais, pagamento da dívida pública e eleições dos corpos diretivos das instituições públicas do ensino superior constituem algumas das reivindicações dos professores universitários angolanos.

O secretário-geral do Sinpes recordou que a greve, por tempo indeterminado, surge em consequência do "incumprimento" do memorando de entendimento assinado em novembro de 2021 "por parte das autoridades".

Um salário equivalente a 2.000 dólares (1,7 mil euros) para o professor assistente estagiário e a 5.000 dólares (4,4 mil euros) para o professor catedrático era a proposta salarial inicial do Sinpes para contrapor os atuais "salários medíocres".

Montante proposto pelo Governo é "ínfimo"

Eduardo Peres Alberto deu a conhecer que o aumento salarial de 6%, proposto pelo Presidente angolano, João Lourenço, compreende que o professor catedrático terá um salário líquido de 598.000 kwanzas (1,1 mil euros), o professor associado um salário líquido de 546.000 kwanzas (1.000 euros), professor auxiliar 514.000 kwanzas (1.000 euros) e o assistente um salário de 483.000 kwanzas (952 euros) e o estagiário 410.000 kwanzas (808 euros).

"Logo, esse montante é ínfimo porque não houve evolução nenhuma", realçou o responsável, que liderou em 19 de março passado uma manifestação dos professores universitários, em Luanda, contra o incumprimento do memorando.

O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior espera que as autoridades angolanas aprovem a sua nova proposta salarial "para o bem das partes".

Assistir ao vídeo 02:04

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