Angola: PGR justifica morosidade de processo de Isabel dos Santos com ″complexidade″ | NOTÍCIAS | DW | 15.04.2021

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NOTÍCIAS

Angola: PGR justifica morosidade de processo de Isabel dos Santos com "complexidade"

"Processos não se investigam em seis meses", afirma Hélder Pitta Grós. Sobre a alegada "conspiração" de que a empresária se queixa, PGR angolano diz que Isabel dos Santos "é livre de dizer aquilo que achar conveniente".

O Procurador-Geral da República (PGR) de Angola justificou esta quinta-feira (15.04) a morosidade do processo de Isabel dos Santos com a sua "complexidade" e referiu que a empresária angolana "é livre de dizer aquilo que achar conveniente para a sua defesa".

Segundo Hélder Pitta Grós, "os processos não se investigam em seis meses e nem em um ano, esse é o tipo de crimes pela sua complexidade levam muito mais tempo, são muito mais morosos".

"Requerem também muita intervenção da cooperação internacional a solicitação de exames, de perícias, de documentação", argumentou, em declarações aos jornalistas, após inaugurar o Parlatório Virtual (Sala de Videoconferência) do Hospital Prisão São Paulo, em Luanda.

Para o Procurador-Geral da República de Angola, a "morosidade" do processo que envolve a empresária Isabel dos Santos também decorre das limitações impostas pela Covid-19, "sobretudo no ano passado, pelo que as instituições já não trabalham, praticamente a 100%".

"Isso não só em Angola, mas também noutros países mais desenvolvidos do que o nosso, também há dificuldades no funcionamento, mas o importante é o trabalho está a ser feito e da melhor forma possível", assegurou Hélder Pitta Grós, sem entrar mais em detalhes.

"Conspiração" sem comentários

Questionado pela Lusa sobre a alegada "conspiração" de que se queixa a empresária, o PGR respondeu que "a senhora engenheira Isabel dos Santos é livre de dizer aquilo que achar por conveniente para a sua defesa".

"Em relação a isso não tenho nada a comentar, é uma opinião dela e não tenho nada a dizer acerca disso", afirmou Hélder Pitta Grós. 

A empresária acusou, em finais de março, o Presidente João Lourenço de tentar "usurpar" ilegalmente os seus bens e apresentou no Tribunal de Londres alegadas provas que revelariam "uma conspiração" no âmbito do processo que envolve a Unitel.

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