Angola: Líder da UNITA pede reforço da coesão interna e trabalho junto do cidadão | Angola | DW | 26.11.2019
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Angola

Angola: Líder da UNITA pede reforço da coesão interna e trabalho junto do cidadão

O líder da UNITA apela à nova direção do maior partido da oposição angolana que trabalhem junto das comunidades para "ouvir o cidadão, dialogar com ele", sem esquecer a necessidade de reforçar a coesão interna.

Adalberto da Costa Júnior. novo líder da UNITA, maior partido da oposição em Angola

Adalberto da Costa Júnior. novo líder da UNITA, maior partido da oposição em Angola

Adalberto da Costa Júnior discursava nesta terça-feira (26.11) na cerimónia de tomada de posse dos 51 novos membros do executivo nacional e provincial e representantes parlamentares da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), depois do XIII congresso ordinário do partido realizado entre 13 e 15 deste mês, com as atenções voltadas para as primeiras eleições autárquicas do país, em 2020, "em simultâneo e em todos os municípios”.

Para o cargo de vice-presidentes foram nomeados Arlete Chimbinda e Simão Dembo e como secretários-gerais, Álvaro Daniel e Virgílio Samussongo, que têm como adjunto Lázaro Kakunha. A nível da Assembleia Nacional foi nomeado líder do grupo parlamentar Liberty Chiyaka, primeiro e segundos vice-presidentes, Maurílio Luyele e Albertina Ngolo, respetivamente, e primeiro e segundo secretários Alberto Ngalanela e Joaquim Nafoia.

Na sua intervenção, Adalberto da Costa Júnior sublinhou que a equipa "está mais jovem”, salientando que o esforço foi feito para que "a direção do partido esteja mais capaz de falar a linguagem dos jovens, para poder melhor dialogar com a sociedade e com os jovens e poder melhor interpretar os seus desafios e as suas necessidades”.

Equilíbrio do género 

Angola UNITA 2019 Kongress

Adalberto da Costa Júnior pede coesão interna

O líder da UNITA referiu que o seu mandato tem também uma forte aposta em "elevar a representatividade da mulher” e "promover a participação massiva dos jovens e das mulheres”. Adalberto da Costa Júnior referiu que "há um défice feminino”, mas que será equilibrado, dando prioridade às mulheres no âmbito das bolsas a serem distribuídas.

O político apontou a necessidade de a UNITA estar cada vez mais presente e ser mais importante para Angola e os angolanos, pedindo trabalho "fora dos gabinetes”.

"Temos que ter uma proximidade cada vez maior com o cidadão, temos que ir à procura do cidadão, da sua vivência, dos seus desafios, para melhor podermos interpretar, independentemente de onde nos encontrarmos – se é na Assembleia, se é na presidência da UNITA, se é qualquer outro nível – uma representatividade que vá de encontro à aspiração do angolano”, disse o novo líder da UNITA.

Consolidação da unidade interna

Adalberto da Costa Júnior manifestou satisfação por ter conseguido que o seu convite fosse aceite por muitos que foram seus opositores na corrida para a liderança do partido, o que considerou muito importante para si.

No seu discurso, o presidente da UNITA realçou a necessidade de reforçar a unidade e coesão interna, pelo que o exercício da democracia será um fator congregador”. "É incontornável o abraço à democracia para consolidarmos, unidade e coesão internas. A disciplina, o respeito, o amor ao trabalho, serão como sempre os nossos referentes permanentes”, disse.

Adalberto da Costa Júnior (DW/B. Ndomba)

Adalberto da Costa Júnior, presidente da UNITA

Adalberto da Costa Júnior frisou que a campanha à eleição do novo líder do partido provou a necessidade do reforço da unidade e coesão interna.

"Temos que estar atentos a estes sinais, mas nós pensamos que isso resolve-se fundamentalmente através da formação política, mas também humana, e a partir do início do ano vamos iniciar os atos de formação para os órgãos de direção a todos os níveis, nas províncias, municípios, nas comunas, e também na direção nacional”, afirmou Costa Júnior.

Segundo o político, a campanha mostrou o quanto o partido vai precisar de revisitar a sua escola e os seus valores fundacionais, pois a experiência agora terminada apontou para a necessidade de se "reinvestir na permanente formação dos quadros e reganhar os valores que fizeram o partido crescer e tornar-se a esperança que é hoje, para um país inteiro”.

Assistir ao vídeo 02:02

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