Angola imunizou 1,2 milhões de crianças contra a polio | Angola | DW | 16.07.2020
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Angola

Angola imunizou 1,2 milhões de crianças contra a polio

Angola retomou a vacinação contra a poliomelite, interrompida por causa do estado de emergência devido à Covid-19, imunizando 1,2 milhões de crianças no sul, que regista o maior surto de pólio vírus vacinal em África.

Foto de arquivo

Foto de arquivo

A informação foi divulgada quarta-feira (15.07) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia em que terminou a repescagem de crianças não vacinadas nas províncias abrangidas pela iniciativa, nomeadamente Cunene, Huíla, Huambo, Cuando Cubango e Namibe.

O país que, em dezembro de 2015, ficou livre do poliovírus selvagem é atualmente um dos 15 países da região africana que sofrem surtos de poliovírus derivado de vacinas em circulação, uma forma rara do vírus que afeta populações não imunizadas e subimunizadas que vivem em áreas com saneamento inadequado.

Com o registo de 142 casos de pólio vírus vacinal, Angola é atualmente o país da região africana com mais registos, verificando-se ainda 187 casos de paralisia flácida, enquanto 28 amostras ambientais a espera de resultados laboratoriais.

Nos últimos quatro dias, o Governo angolano e os seus parceiros vacinaram cerca de 1,2 milhões de crianças com pólio oral numa campanha que decorreu "sob fortes medidas" de prevenção contra a covid-19, segundo um comunicado da OMS.

Assistir ao vídeo 03:25

Sobrevivente de poliomielite combate a doença na Nigéria

Garantir a imunização de todas as crianças

Para Javier Aramburu, representante em exercício da OMS em Angola, apesar das limitações impostas pela Covid-19, "é necessário assegurar que a vacinação não seja relegada para o segundo plano, sob pena de colocar em risco a saúde das crianças".

"Temos de continuar resilientes em nossos esforços de vacinação para garantir a imunização de todas as crianças angolanas", afirma.

A OMS defende a participação de todos para a sensibilização das famílias e comunidades para a necessidade de adotarem as medidas de prevenção contra a covid-19 e levarem as crianças a serem vacinadas.

"É preciso intensificar os trabalhos em curso para se desenvolver um sistema robusto de vigilância e vacinação de rotina, de modo a prevenir, detetar e responder rapidamente a quaisquer casos de poliomielite", observa.

Em Angola, acrescenta a OMS, foi confirmado laboratorialmente a circulação do vírus do tipo 2 e está a ser utilizada a vacina pólio oral monovalente tipo 2.

A campanha de imunização envolveu 13.340 pessoas, entre os quais 3.988 vacinadores.

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