Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde solidários com Moçambique | Moçambique | DW | 27.03.2019
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Moçambique

Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde solidários com Moçambique

Continua a onda de solidariedade mundial para com as vítimas do ciclone Idai em Moçambique. Com o envio de bens e apoio financeiro, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde procuram devolver a esperança aos que mais sofrem.

Angola apoia Moçambique com mais de 50 toneladas de medicamentos e material, bem como médicos e forças de segurança. Os técnicos angolanos estão concentrados no distrito de Dondo, província de Sofala, uma região que fica a 30 quilómetros da cidade da Beira, a mais devastada pelo ciclone.

Para além dos recursos humanos e materiais disponibilizados pelo Governo angolano, outras instituições públicas e privadas também levam a cabo uma campanha de angariação de bens não perecíveis para ajudar as milhares de pessoas que precisam de ajuda humanitária. É o caso da Universidade Católica de Angola (UCAN) e a Televisão Pública de Angola (TPA).

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Manica: Centros de acolhimento estão cheios e desalojados ficam na estrada

"Todos os angolanos, de uma forma geral, estao mobilizados para ajudar Moçambique. Moçambique é um país irmão e hoje está a viver uma situação muito difícil, uma situação de calamidade", afirma Kabingano Manuel, diretor de marketing da estação pública angolana.

Cabo Verde também colocou à disposição fuzileiros navais, quatro médicos e seis enfermeiros e um apoio financeiro anunciado pelo governo cabo-verdiano de 200 mil dólares (cerca de 176 mil euros).

O governo da Guiné-Bissau mostrou-se também solidário para com as vítimas do ciclone Idai e ofereceu 50 milhões de francos RFA (100 mil dólares).

Solidariedade africana

O professor universitário angolano Osvaldo Mboco enaltece a ajuda prestada pelos Países Africanos de Língua oficial Portuguesa (PALOP). "O apoio que está a ser levado a cabo demonstra claramente um espírito de solidariedade africana que durante muito tempo norteou o continente e é importante que os países africanos sejam solidários com um outro país que foi fustigado por um ciclone daquela dimensão, em que várias pessoas que infelizmente perderam a vida", destaca.

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Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde solidários com Moçambique

O analista lembra que, nesta altura, todo o apoio ao país do Índico é bem-vindo e sublinha a iniciativa da Guiné-Bissau que, mesmo estando a sair de uma crise, prestou ajuda ao povo moçambicano. "A Guiné-Bissau, independentemente das dificuldades, não poderia estar aquém do sofrimento de outrem e de um país irmão, de um país próximo, de um país africano."

"Independentemente da quantia que os Estados estão a disponibilizar", salienta ainda Osvaldo Mboco , "o mais importante é o espírito de solidariedade que sempre caracterizou aquilo que é a afro-identidade africana, o pan-africanismo."

Benguela também precisa de ajuda

Alguns cidadãos criticam nas redes sociais ajuda prestada por Angola a Moçambique alegando existirem também vítimas das chuvas na província angolana de Benguela, a sul do país. Osvaldo Mboco não compara a situação em Angola com a da cidade da Beira, mas apela ao governo para que dê mais apoio às famílias sinistradas.

No último dia 16 deste mês, 16 pessoas, entre as quais quatro crianças, morreram na sequência do forte temporal que se abateu sobre as cidades do Lobito, Catumbela e Benguela.

"Não podemos menorizar a situação de Benguela, também houve perda de vidas humanas. O Estado angolano também deve apoiar as vítimas. Criar condições para que essas situações não voltem ocorrer", apela.

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