Angola: Governo desmente existência de vala comum na Lunda Norte | Angola | DW | 21.05.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Angola

Angola: Governo desmente existência de vala comum na Lunda Norte

Ministério do Interior de Angola e autoridades da província da Lunda Norte desmentem a alegada existência de uma suposta vala comum, onde terão sido enterrados vários cadáveres na localidade de Calonda.

Polícia no posto fronteiriço de Chissanda, na província da Lunda Norte (arquivo)

Polícia no posto fronteiriço de Chissanda, na província da Lunda Norte (arquivo)

Num comunicado de imprensa, o Governo angolano refere que as informações que "estão a circular nas redes sociais" são "caluniosas" e provenientes "de indivíduos descontentes com o trabalho de combate ao garimpo e à imigração ilegal, que tem sido desencadeado por forças do sistema de segurança a nível do município do Lucapa, concretamente na localidade de Calonda".

Segundo o Ministério do Interior, a 4 deste mês, alguns cidadãos, membros de uma família, comunicaram à polícia local sobre o desaparecimento de um familiar na área de Camafuca, consignada ao Projeto Calonda.

"As imagens sobre a existência de uma suposta vala comum são falsas, na medida em que o único caso isolado registado até ao momento refere-se ao corpo do cidadão nacional, de 35 anos de idade, que em vida chamou-se Manhonga Matos, natural da comuna de Caluango, município do Cuilo, que se encontrava enterrado, vítima de disparos de arma de fogo, cujos autores, devidamente identificados, encontram-se a contas com a justiça", salienta a nota divulgada na segunda-feira (20.05).

O Ministério do Interior adianta que reforça a tese de falsidade das informações a circularem nas redes sociais o facto de não se indicar "a área onde se pode localizar a suposta vala comum, muito menos faz referência de vários cidadãos que reclamassem o desaparecimento de seus familiares".

"A delegação provincial do Ministério do Interior defende o bem vida como um direito consagrado na Constituição da República e condena a atitude dos prevaricadores", lê-se no documento, que apela aos cidadãos "a confiarem nas instituições policiais".

Karte Angola mit den 18 Provinzen Portugiesisch

UNITA denuncia morte de dez pessoas

Também na segunda-feira, numa conferência de imprensa, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) referiu que, numa visita efetuada entre os dias 9 e 13 deste mês à Lunda Norte, foi informada por autoridades tradicionais e pela população local da morte de dez pessoas, no setor do Calonga, município diamantífero do Lucapa, Lunda Norte, cometida alegadamente por um grupo de efetivos das forças de defesa e segurança.

Segundo o vice-presidente do maior partido da oposição angolana, Raul Danda, os dirigentes da UNITA que realizaram a visita foram informados pelo delegado provincial do Ministério do Interior e segundo comandante da polícia na Lunda Norte, subcomissário Francisco Henrique Costa, que o envolvimento de diferentes forças de defesa e segurança, incluindo o de forças especiais, na Operação Transparência - de combate à imigração ilegal e exploração ilícita de diamantes - está na origem de conflitos com a população local.

"Há falta de sensibilidade de muitas delas em lidar com casos de motins, tumultos e levantamentos populares", referiu o subcomissário Francisco Henrique Costa.

Lunda Norte é uma província angolana de forte exploração diamantífera e daí surgem "relatos constantes de desentendimentos entre cidadãos e forças de segurança" das empresas exploradoras de diamante.

O diamante do leste de Angola atrai angolanos e estrangeiros, sendo a região um dos centros da "Operação Transparência", de "combate ao garimpo e imigração ilegal", que já viu o "repatriamento voluntário" de centenas de estrangeiros, maioritariamente, da RDCongo.

Leia mais